• 1975 Na Primeira Pessoa – Lobito. Uma Cidade com Estórias por Contar

    Sobre o livro
    Revisitação do êxodo que teve lugar em 1975, quando milhares de portugueses, nascidos e residentes em Angola, se viram coagidos a abandonar esse país por via da guerra civil, este livro de Manuela Amoedo reúne um conjunto de narrativas reais que traduzem o drama e a tragédia que esse êxodo constituiu para muitas dessas famílias, incluindo a dela própria, por de forma abrupta se virem condenados a fugir deixando para trás todas as suas referências e os haveres e trabalho de uma vida inteira. Segundo o prefaciador, Miguel Real, “são recordações tormentosas da existência pessoal de que o historiador, ponderado, não se pode alhear. São, por assim dizer, a seiva biográfica do tempo”. O livro é ainda valorizado com um apêndice repleto de fotografias do Lobito tiradas pelo seu melhor fotógrafo que foi Francisco Jorge Esperança Júnior (Quitos).

     

    Sobre a autora
    Maria Manuela Gonçalves Amoedo nasceu em Benguela, Angola, em 1960. Formou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e é pós-graduada em Filosofia e Acção Educativa pela Universidade Católica Portuguesa. Está certificada como Teacher-Educator in Philosophy for Children pelo I.A.P.C./Montclair State College (USA). Actualmente exerce as funções de professora de filosofia no Agrupamento de Escolas de Mem Martins. É co-autora de um livro escolar e tem vários projectos no âmbito da literatura.

     15.00
  • A Agonia da Europa

    Sobre o livro
    Diz María Zambrano neste seu livro que o europeu «é o único homem que, vivendo numa religião, não se dispõe a servir de pasto aos deuses, nem sequer ao Deus que se sacrificou por ele. Pelo contrário, quis fundar a sua história, a sua própria criação, acima de tudo.» O resultado disso talvez seja precisamente esta agonia da Europa, por ela constatada desde finais da Segunda Guerra Mundial. «Desde há bastantes anos» – escreve a autora, logo na abertura do primeiro capítulo – «a afirmação é repetida: a Europa está em decadência. Mas agora já não parece necessário afirmar tal coisa. Muitas pessoas que nisso crêem referem-se ao caso com uma frase velada e um sorriso irónico, como que aludindo a um segredo já tão divulgado que até se torna mais elegante e misericordioso tentar encobri-lo…» A Agonia da Europa é a sua explicação do que nos trouxe até à presente decadência. Uma análise, ao mesmo tempo, implacável e repleta de compaixão. Como ele própria diz: «É o tempo da dolorosa lucidez.»

     

    Sobre a autora
    María Zambrano, nascida em Velez – Málaga, em 1904, e falecida em Madrid, em 1996, foi a primeira mulher espanhola que dedicou inteiramente a sua vida à filosofia. Viveu em Madrid, Segóvia e, de novo, na capital espanhola, onde veio a ser discípula de Ortega y Gassett, e se tornou um dos pólos juvenis da renovação cultural de Espanha durante os anos 30. Durante toda a guerra civil escreveu e participou muito activamente em múltiplas iniciativas culturais a favor da República, tendo sido uma das componentes cruciais do novo humanismo da revista Hora de España. De entre as suas obras destacam-se El Hombre y lo Divino, El Sueño Creador, Espanã Sueño y Verdad, Claros del Bosque      e De la Aurora. Em 1989 foi-lhe atribuído o Prémio Cervantes.

     12.72

    A Agonia da Europa

     12.72
  • A Capital do Império

    Sobre o livro
    Guerra colonial. Soldados à deriva, pobreza e prostituição em Lisboa. No norte de Moçambique, em Metangula, Lago Niassa, dois homens feridos escrevem um livro de memória e violência da cidade capital do império a desfazer-se, onde mergulharam enquanto jovens inex-perientes, antes de irem à guerra. Um está desesperado e quer fugir. Outro escreve e acompanha-o, à procura de paz e de saída para nova vida. Este, em síntese, o enredo do novo romance de Modesto Navarro onde ele reafirma todas as virtualidades de escritor que estão patentes na sua vasta e diversificada obra literária.
     

     

    Sobre o autor
    Modesto Navarro nasceu em Vila Flor, Trás-os-Montes, em 1942. O seu primeiro livro, Libelo Acusatório, foi publicado em 1968. Em 1972 publicou um impressivo livro de contos sobre a guerra colonial, História do soldado que não foi condecorado, que foi apreendido pelo regime fascista. O tema merece‑lhe outros livros como Ir à Guerra, A Oitava Colina e A Capital do Império. Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Escritores. Autarca eleito desde 1976, em Vila Flor, e desde 1985 em Lisboa. Recebeu a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro da Cidade de Lisboa, em 2002. Foi presidente da Assembleia Munici-pal desta cidade de 2003 a 2005. Para além da sua acção associativa, cultural e política, Modesto Navarro é um dos escritores mais fecundos da sua geração. Autor de 41 livros, dividem-se estes pelos mais variados temas, nomeadamente romances, contos, poesia e levantamentos sobre emigração, cultura popular e situações no interior do país (Trás-os-Montes, Beira Alta e Alentejo).

     15.90
  • A Cor das Cerejeiras (Haikus e outros poemas) – 2.ª edição revista e ampliada

    Sobre o livro
    António Graça de Abreu, tendo por base os haiku, poemas curtos nascidos no Japão, convida-nos a viajar pela melodia das palavras, a divertirmo-nos e a deixarmo-nos seduzir pela graciosidade da sua poesia que nos mostra a diferença entre o vulgar e o raro, entre o trivial e o transcendente. Segundo palavras do autor, os poemas reunidos neste livro foram “compostos no silêncio, no fluir das estações do ano, após a suave ou agitada exaltação do corpo, no deslumbramento de caminhadas por muitos e sinuosos atalhos do mundo, como pequenos poemas de circunstância, quase sempre fruto da espontaneidade no abrir das palavras.”   
     

    Sobre o autor
    António Graça de Abreu (n. 1947) viveu e trabalhou nos anos setenta e oitenta do século XX em Pequim e Xangai, numa China em grande mudança e abertura para o mundo. Disso nos tem dado testemunho nos seus escritos e vivências. Conhecido como tradutor dos maiores poetas clássicos chineses, Li Bai, Du Fu, Wang Wei, Bai Juyi, Han Shan, a poesia do velho Império do Meio e do Japão, modelada por António Graça de Abreu, aparece, de quando em quando, como que numa descoberta e um caminho para os seus próprios poemas em língua portuguesa. A presente obra é um excelente exemplo da incursão de António Graça de Abreu pelos haikus japo-neses, esses poemas breves com dezassete sílabas, capazes de, pela concisão do traço, pelo borbulhar do sentir do poeta, transmitir o instante e o eterno.  

     12.72
  • A Crise do Mundo Moderno – 4.ª edição

    Sobre o livro
    Raras vezes uma obra publicada originalmente em 1927 terá tido uma tão profunda actualidade. A Crise do Mundo Moderno é a denúncia de uma sociedade e de uma cultura completamente rendidas ao lucro, à quantidade, à obsessão do crescimento económico, à ilusão do «progresso», ao desprezo por tudo o que seja sobrenatural ou espiritual. «Irá o Mundo Moderno até ao fundo desse declive fatal ou, como aconteceu na decadência do mundo greco-romano, uma nova recuperação ir-se-á produzir, ainda desta vez, antes que atinja o fundo do abismo para onde foi arras-tado?» O leitor de hoje só pode repetir, com maior angústia ainda, esta interrogação que Guénon lançava ao destino na longínqua primeira metade do século XX.
     

    Sobre o autor
    Sobre o autor René Guénon (1886-1951) é uma das maiores figuras do esoterismo e da ciência sagrada. Nasceu em França, em Blois, e faleceu no Cairo, convertido ao Islão. Deixou uma obra absolutamente fundamental, para todos os que se interessam por estes domínios. De entre as suas obras mais importantes, destacam-se Orient et Occident (1924), O Esoterismo de Dante (1925, edição portu-guesa da Vega), A Crise do Mundo Moderno (1927), O Rei do Mundo (1927), Autorité Spirituelle et Pouvoir Temporel (1929), Le Symbolisme de la Croix (1931) e  Le Règne de la Quantité et les Signes dês Temps (1945). Ananda Coomaraswamy referiu-se-lhe nos se-guintes termos: «Não existe nenhum autor na Europa contemporânea mais importante do que René Guénon, cuja tarefa tem sido expor a tradição metafísica universal que sempre foi o fundamento essencial de todas as culturas anteriores, e que representa a base indispensá-vel para qualquer civilização digna desse nome.»  

     13.78
  • A Desumanização da Arte – 5.ª edição

    Sobre o livro
    Esta obra constitui um documento essencial da estética europeia do século XX. O livro de Ortega y Gasset deixa-se provocar pela enorme mutação artística originada pelos movimentos modernistas dos anos 20. Dedicado à estética, renovando neste domínio a estética e a história da arte pós-romântica, tem implicações bem mais vastas: é um momento essencial do projecto filosófico de Ortega, de que um dos elementos mais originais consiste na procura e fundamentação do «Sentimento estético da vida», que antecipa muitas das tendências do pensamento contemporâneo. A presente edição com-porta um prefácio de Maria Filomena Molder, filósofa e professora catedrática de Estética, que interpreta o projecto de Ortega à luz de novas concepções filosóficas e estéticas e é fundamental para a compreensão do pensamento desse grande filósofo e humanista espanhol.  
     

    Sobre o autor
    José Ortega y Gasset (09/05/1883 – 18/10/1955) foi o filósofo espanhol mais proeminente do século XX, tendo exercido uma enorme influência na cultura ibérica e europeia. Fortemente marcado pela fenomenologia alemã, a sua obra desdobra-se numa série de frentes intelectuais, dando conta da capacidade de intervenção de Ortega, que se expressa no jornalismo, na edição,    de que a famosa Revista del Occidente é o cume. A multiplicidade dos interesses de Ortega assenta na tem-tativa de fundar o racionalismo na vida, de que depen-dem os princípios de «uma alegre aceitação do real» ou «o imperativo de uma vida plural». Daí a importância da sua análise da política, de que se destaca o influen-tíssimo livro La Rebelión de las Masas, ou da estética onde A Desumanização da Arte ocupa um importante lugar. Perseguido político, Ortega foi obrigado a viver por longos períodos no estrangeiro, tendo passado alguns anos em Lisboa, onde escreveu La Idea del Teatro. Senhor de uma escrita límpida e clássica, são de salientar as seguintes obras: Qué es Filosofia?, Historia como Sistema, Meditaciones del Quijote, Em Torno a Galileo, El Hombre y la Gente.

     12.72
  • À Esquerda da Crise

    Sobre o livro
    À Esquerda da Crise é uma obra colectiva sobre as grandes fracturas que estão a mudar o rosto da nossa civilização. A crise é uma delas. Mas a mudança é muito mais profunda e radical. Ela atinge as próprias con-quistas civilizacionais conseguidas nas últimas décadas – ou mesmo nos três últimos séculos –, os modelos institucionais e organizacionais da modernidade, a natu-reza das interacções sociais, as relações internacionais, em suma, os próprios horizontes que balizam as nossas referências cognitivas, éticas, estéticas e relacionais.

     

    Os temas percorrem essas grandes fracturas que emergem dessa profunda oscilação tectónica que está a acontecer e que determinará o futuro de todos nós. Uma obra a não perder, neste momento de crise profunda, onde é cada vez mais necessário propor alternativas consistentes a uma gestão simplista, politicamente errática e sem verdadeiros horizontes ideais que enqua-drem, para a superar, uma crise de natureza verdadeira-mente sistémica.

    Sobre os autores
    Luís Amado, João de Almeida Santos, José Conde Rodrigues, João Cardoso Rosas, Rui Pereira, Guilherme d’Oliveira Martins e Carlos Zorrinho – são intelectuais fortemente empenhados na dinâmica política, social e cultural que ocupam, ou ocuparam, posições de relevo na vida pública nacional.

     14.84
  • A Imagem Pode Matar – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Nesta reflexão sobre a imagem, Marie-José Mondzain aborda a violência do visível, não em termos do seu conteúdo, mas na sua condição de dispositivo. No seio do “Império do Visível” em que vivemos, a imagem será ou não responsável pela violência que lhe é atribuída? Segundo a autora, a imagem não é intrinsecamente violenta, não pode, por si só, matar. É o modo como se a recebe e utiliza que a reveste de perigo. A questão crucial deste livro é, portanto, a recepção e partilha das imagens, a educação do olhar, um dever que tem tanto de estético como, cada vez mais, de ético e político.

     

    Sobre a autora
    Marie-José Mondzain nasceu a 18 Janeiro de 1942 em Argel (Argélia). É uma filósofa francesa especia-lista em arte e imagens. Foi Pro-fessora na Universidade de Paris VIII (Saint-Denis) e é Directora de investigação no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) da capital francesa. As suas áreas de teorização privilegiadas são a teoria da imagem e da representação, a iconologia e a cultura bizantina. Entre as suas principais obras contam-se Image, icône, économie. Les sources byzantines de l’imaginaire contemporain (1996), Transparence, opacité (1999), L’image peut-elle tuer? (2002), Le commerce des regards (2003) e Homo spectator (2007).

     10.60
  • A Juventude é uma Arte (Pensamentos e Máximas)

    Sobre o livro
    Mais do que a escrita, foi o domínio da palavra e do pensamento que mereceu as preferências de Oscar Wilde. Pode mesmo dizer-se que foi à expressão oral que ele consagrou o melhor do seu génio. Da sua atribulada existência e da sua capacidade de análise e crítica resultaram pensamentos e máximas que ainda hoje nos cativam pela argúcia, subtileza e profundidade com que escalpelizou a sociedade londrina do seu tempo e que, em muitos casos, facilmente podemos transpor para outras sociedades, inclusive a nossa, sem perda de actualidade. Daí esta colectânea, dividida pelos temas que mais suscitaram a sua atenção, como, entre outros, a religião, a política, a instrução e a arte, a mulher, o amor e o casamento, que ora oferecemos ao público leitor.

     

    Sobre o autor
    Oscar Fingall O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin a 15 de Outubro de 1854. Paradigma do dandy, porta-voz do esteticismo finissecular e protagonista de escândalos, Wilde gozou de enorme reputação como escritor na pudorosa sociedade vitoriana. Em 1884 casa com Constance Lloyd e nos anos seguintes publica várias obras em Londres, entre elas O Príncipe Feliz e outros Contos, em 1888, e O Retrato de Dorian Gray, o seu único e aclamado romance, em 1891. Wilde notabilizou-se à época especialmente como dramaturgo, com peças como Lady Windermere’s Fan, A Woman of No Importance, An Ideal Husband e The Importance of Being Earnest. É também autor de ensaios como A Alma do Homem Sob o Socialismo e O Declínio da Mentira. Em 1895 move um processo de difamação contra o Marquês de Queensbery, de que resulta ser, por sua vez, acu-sado de comportamento repreensível e condenado a dois anos de trabalhos forçados. Depois de cumprir a pena, abandona a Inglaterra para sempre. Reside em França, Itália, e acaba por se fixar em Paris, onde vive modestamente sob o nome de Sebastien Melmoth até à sua morte, a 30 de Novembro de 1900.

     8.48
  • A Marcha de Radetzky

    Sobre o livro
    Considerada unanimemente como a obra maior de Joseph Roth e uma das mais representativas da litera-tura contemporânea de expressão alemã, A Marcha de Radetzky, conta-nos a lenta desintegração de três gera-ções no seio da mesma família, e, simbolicamente do Império Austro-Húngaro. Testemunha privilegiada do ma- logro da revolução alemã e da mudança da estrutura social na Rússia, acontecimentos que transformaram a face da Europa, Joseph Roth reflectiu esta experiência no conjunto da sua obra, sendo este romance o exemplo mais ilustrativo. Na apresentação incluída nesta edição, Stefan Zweig destaca os valores que Roth propugnou na Marcha de Radetzky: «O declínio da velha cultura aus-tríaca, plena de distinção, tornada impotente pela sua nobreza de alma, foi o que ele quis mostrar através da personagem de um Austríaco, derradeiro representante de uma raça em vias de extinção. Era um livro de des-pedida, melancólico e profético, como sempre são os livros dos verdadeiros poetas.»
     

    Sobre o autor
    Joseph Roth nasceu no ano de 1894, em Schwaberndorf, na Galícia russa, uma localidade então sob o domínio do Império Austro-Húngaro, e que actualmente faz parte do território da Ucrânia. Jornalista e escritor de ori-gem judaica, estudou na Universidade de Viena e foi combatente na I Guerra Mundial. Abalado pela doença mental da sua mulher, Joseph Roth levou uma vida errante, com muitas priva-ções. Em 1933, num período coincidente com a ascen-são de Hitler ao poder, fixa-se em Paris, cidade que ele muito amava, onde morre em 1939, aos 44 anos, debili-tado pelo álcool, não sem antes escrever alguns dos seus livros mais admiráveis. A UNESCO considerou as suas obras como relatos essenciais do século XX. Do autor, para além de A Marcha de Radetzky, foram editadas em Portugal, designadamente, Fuga Sem Fim, Hotel Savoy, O Leviatã, A Lenda do Santo Bebedor, Jó – Romance de Um Homem Simples, Judeus Errantes, A História da 1002.ª Noite e Confissão de Um Assassino.  

     18.02
  • A Modernidade: Um Projecto Inacabado – 2ª edição

    Sobre o livro
    O presente texto, decorrente do discurso que Jürgen Habermas proferiu em Setembro de 1980, na cidade de Francoforte, quando foi galardoado com o Prémio Theodor W. Adorno, é de uma importância fundamental porquanto, para além de ser um texto lapidar, foi ins-pirador de uma das suas principais e mais relevantes obras: O Discurso Filosófico da Modernidade. A sintonia de pensamento que nalguns aspectos o aproxima de Adorno, é por muitos encarada como um tributo à teo-  ria crítica deste filósofo. Com efeito, a afirmação de Habermas de que as promessas da era do iluminismo ainda estão por cumprir, albergando um potencial no sentido de melhorar a condição humana apesar das patologias da modernidade, vai ao encontro da teoria negativa de Adorno. Num conceito partilhado, a moderni-dade não pode ser reduzida a uma lógica binária basea-da na coincidência e na totalização, manifestando-se antes através de uma ambivalência não-linear entre o universal e o particular. O que suscita a Habermas duas questões fulcrais: Será a Modernidade tão passé como afirmam os pós-modernos? Ou será a tão proclamada Pós-Modernidade, pelo seu lado, simplesmente phony?`

     

    Sobre a autor
    Filósofo e sociólogo alemão, Jürgen Habermas nasceu em 18 de Junho de 1929, em Dusseldorf, na Alemanha. Principal herdeiro das discussões da Escola de Frankfurt, Habermas procurou, no entanto, superar o pessimismo dos fundadores dessa Escola, profundamente marcado pelo desastre da Segunda Guerra Mundial, quanto às possi-bilidades de realização do projecto moderno, tal como os iluministas o formulavam. Assistente de Theodor Adorno de 1956 a 1959, partilha alguns aspectos do pensamento deste filósofo, mas concebe o seu próprio sistema filosófico, segundo o qual coexistem na sociedade duas esferas, o sistema e o mundo da vida, sistema este que se refere à ´reprodução material´, regida pela lógica instrumental (adequação de meios a fins), incorporada nas relações hierárquicas (poder político) e de intercâmbio (economia). Reconhecido como uma das grandes figuras do pensa-mento contemporâneo, tem uma obra vastíssima publicada em todo o mundo.

     11.66
  • A Morte do Autor ou A Vingança dos Heterónimos e outras peças inéditas de teatro

    Sobre o livro
    As peças incluídas no presente livro, algumas das quais inéditas, são mais um exemplo de um género literário a que Miguel Barbosa cedo se devotou e no qual se notabilizou dentro e fora do país, particularmente no Brasil onde a importância da sua obra, nesta como noutras vertentes, é amplamente reconhecida. Como nas demais peças, e muitas são, nelas encontramos os mesmos ingredientes que o impuseram como drama-turgo: humor cáustico e espírito crítico que não poupa uma sociedade degradada pela subversão de valores, cada vez mais virada para o supérfluo e o vazio, nem tampouco ele próprio, como está patente na peça que dá título a este livro, onde, num diálogo divertidíssimo entre o autor, o actor e o encenador, procede a uma espécie de balanço analítico e auto-crítico da sua obra drama-túrgica. 

     

    Sobre o autor
    Miguel Barbosa nasceu a 23 de Novembro de 1925, em Lisboa. Licenciado em Ciências Económicas e Financeiras pela Universidade de Lisboa, é escritor, poeta, dramaturgo, pintor e paleontólogo. A sua obra literária, traduzida em várias línguas, inclui mais de cinquenta títulos e abrange quase todos os géneros, do conto ao romance, da poesia ao teatro. Várias das suas peças teatrais foram encenadas em Portugal, no Brasil, em Espanha, em França e na Alemanha. É autor de uma série de romances policiais assinados com o pseudónimo Rusty Brown. Em 2009 foi distinguido pela União Brasileira de Escritores com a Medalha Jorge Amado, distinção que traduz o reconhecimento das qualidades literárias e do trabalho profícuo que Miguel Barbosa vem desenvolvendo há muito em prol das letras portuguesas, designadamente junto da comunidade lusófona do Brasil. Nesse mesmo ano foi inaugurado o Museu de História Natural de Sintra, que alberga a colecção de paleontologia doada a esse concelho por Miguel Barbosa e sua esposa.

     11.66
  • A Voz do Silêncio – 2.ª edição

    Sobre o livro
    (…) As páginas seguintes são extraídas do Livro dos Preceitos Áureos, uma das obras lidas pelos estudiosos do misticismo no Oriente. (…) O Livro dos Preceitos Áureos (…) contém noventa pequenos tratados distintos. Destes aprendi de cor (…) trinta e nove. Para traduzir os outros, teria de me referir a apontamentos dispersos entre um número de papéis e notas, representando um estudo de 20 anos e nunca postos em ordem, demasiado grande para que a tarefa fosse fácil. Nem poderiam eles ser, todos, traduzidos e dados a um mundo por demais egoísta e atado aos objectos dos sentidos, para que pudesse estar preparado a receber, com a devida atitude de espírito, uma moral tão elevada. Porque, a não ser que um homem se entregue perseverantemente ao culto do conhecimento de si próprio, nunca poderá de bom grado dar ouvidos a conselhos desta natureza. (…) Nesta tradução esforcei-me por conservar a beleza poética da expressão e das imagens, que caracteriza o original. Compete ao leitor avaliar até que ponto o consegui. (Da tradução inglesa – Helena Blavatsky)  

     

    Sobre a autora
    Elena Petrovna Blavatskaya (1831- -1891), mais conhecida como Helena Blavatsky ou Madame Blavatsky, foi uma prolífica escritora russa, responsável pela sistema-tização da moderna Teosofia e cofundadora da Sociedade Teosó-fica. A sua obra tornou-a um nome marcante na história do esoterismo de finais do século XIX, projectando-se a sua influência por todo o século XX, particularmente no que diz respeito às novas espiritualidades que retomam alguns temas por ela avançados um século antes.

     11.66
  • Afonso de Albuquerque – O Chefe Militar, o Diplomata e o Estadista

    Sobre o livro
    Ensaio biográfico sobre uma das figuras que mais contribuiu para a dilatação e imposição do Império Português no Oriente, e que igualmente se distinguiu pelas suas excepcionais qualidades de chefe militar, diplomata e estadista. Com efeito, em todas estas ver-tentes Afonso de Albuquerque deu um raro “exemplo de chefe pelo saber que adquiriu, pela coragem inultra-passável que construiu, pela inteligência que usou em todas as decisões e pela visão capaz de distinguir horizontes tão vastos quantos os mares que navegava” (prefácio do Almirante Gonçalo Vieira Matias).
     

    Sobre a autor
    João José Brandão Ferreira nasceu em Algés em 23 de Setembro de 1953. O Curso de Aeronáutica Militar (1971-1974) determinou toda a sua carreira militar até 4 de Fevereiro de 1999, data em que passou à reserva no posto de Tenente-Coronel. É Académico efectivo da Academia da Marinha e académico honorário da Academia Portuguesa de História e está ligado a muitas outras instituições de relevo. Interessado por história, a ela tem dedicado boa parte do seu tempo. Da sua obra são de destacar A Evolução do Conceito Estratégico Ultra-marino (2 vols.), Insercção das Forças Armadas na Sociedade e Em Nome da Pátria – Portugal, o Ultramar e a Guerra Justa.

     15.00
  • Agostinho Neto, O Perfil de um Ditador – A História do MPLA em Carne Viva

    Sobre o livro
    Uma obra que nos revela o que foi o regime opressivo do primeiro ditador angolano e do partido MPLA. Longe de ser um grande líder, como querem fazer crer os seus idólatras, Agostinho Neto, sem o estofo de um Gandhi ou de um Mandela, no que estas personalidades tinham de mais luminoso, o culto da justiça e da generosidade, foi na realidade um tirano que governou Angola de forma despótica e sanguinolenta, traindo todos os princípios e valores das lutas pela independência patentes na pro-clamação de 1975, e mergulhando o país numa guerra fratricida na qual se cometeram os maiores crimes e atro-cidades. Por falta dessa grandeza e envergadura não só foi incapaz de evitar o divisionismo como o fomentou, daqui resultando as consequências mais funestas para  o povo angolano que ainda hoje chora os seus entes mortos e desaparecidos. Também a verdadeira história do MPLA, partido dominado por Agostinho Neto e os seus acólitos durante o seu consulado, é aqui desvendada pondo a nu todo o cortejo de barbaridades e violações dos direitos humanos que então foram cometidos contra todos os seus opositores que na maioria eram os seus próprios irmãos de raça e tinham lutado pela independência do país. Uma obra perturbante, produto de dez anos de porfiada investigação histórica, que vem pôr fim a um mito e dar a conhecer a realidade desse período trágico da vida angolana e a repercussão que teve em Portugal.  

     

    Sobre o autor
    Carlos Pacheco, luso-angolano, é historiador e autor de vários estudos publicados sobre os primórdios da luta armada em Angola e sobre o processo pós-colonial; é igualmente autor de trabalhos consagrados à historiografia da sociedade híbrida angolana que se formou na grande plataforma da costa atlântica e cujo apogeu se apagou no 3.º quartel do século XX. As suas obras incluem, entre outras, José da Silva Maia Ferreira, O Homem e a Sua Época, MPLA, Um Nascimento Polémico, Repensar Angola e Angola, Um Gigante com Pés de Barro e outras reflexões sobre a África e o mundo.

     59.36
  • Além da Dor e da Tragédia – Sobre a Representação Visual da Catástrofe Natural

    Sobre o livro
    “Ao contrário de muito do que é produzido sob o nome de “ecocrítica”, particularmente no campo das Artes, Literaturas e Culturas, que se limita a ilustrar como o chamado desastre “natural” depende de causas humanas ou tem humanas implicações, o objectivo de Garrido Castellano é o de recuperar a simplicidade (mais ou menos oportunista) de muitas dessas leituras. Pretende- -se, aqui, compreender de que forma essas implicações humanas, a acção natural e a imagem do acontecimento são geradas, criadas e concebidas em contextos geo-políticos específicos”. – Prefácio de Susana Araújo.  
     

    Sobre o autor
    Carlos Garrido Castellano trabalha no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa. Fez uma dissertação de doutoramento intitulada Continente de insularidades. Arte y contexto en el Caribe en el cambio de Milenio. Fez pesquisa em países como a Índia, Sérvia, Jamaica, Cuba, República Dominicana, Martinica, Guadalupe, Trinidade Tobago, Colômbia Porto Rico e EUA. Colabora frequentemente com várias publicações académicas ligadas aos estúdios visuais, aos estudos pós-coloniais e culturais. Tem sido membro de vários projetos de pesquisa ligados aos estudos latino americanos e caribenhos. É autor dos livros Museos locales y didáctica de la arqueologia (2012), Arte en Diálogo. Conversaciones sobre práctica artística contemporánea, identidad e integración cultural en República Dominicana (2011),  Rooms, Routes, Powers. Places and Contexts of Visual Creativity in the Caribbean e co-autor de De los últimos creadores de mapas. Pensamiento crítico y ex-posiciones colectivas de arte caribeño (2012). Curou ex-posições de arte contemporânea em vários países, e coordenou publicações e conferências sobre arte e cultura contemporânea em Inglaterra, Colômbia, Espanha e Portugal. É membro de AICA South Caribbean. Atualmente coordena o projeto de investigação “Comparando-Nós. Cosmopolitismo, Emancipação, Pós-colonialidade, e está a preparar uma antologia em português sobre relações entre arte e política.

     11.66
  • Alice Para os Mais Pequenos

    Sobre o livro
    Publicada pela primeira vez em 1890, esta obra foi a primeira edição colorida do clássico Alice no País das Maravilhas, adaptada especialmente para os leitores mais pequenos. Lewis Carrol reescreveu e simplificou a história original, enquanto John Tenniel redesenhou e coloriu vinte das suas ilustrações icónicas. O resultado é uma deliciosa experiência interactiva em que os jovens leitores são incentivados a mergulhar na história tanto por via das imagens como do texto. Esta edição, comemorativa dos 150 anos da publicação do clássico, recupera todos os textos e ilustrações originais, inclui os magníficos desenhos da capa de Emily Gertrude Thomson, e foi enriquecida com um posfácio que contém informação preciosa para todos aqueles que pretendem iniciar as crianças no mundo de Alice. Uma obra intemporal que é um deleite para leitores de todas as idades.

     

    Sobre o autor
    Charles L. Dodgson, filho de um pastor anglicano, Charles Dodgson, recebeu uma educação religiosa voltada, em princípio, para uma carreira semelhante à do pai. Não foi esse, no entanto, o seu itinerário, já que, uma vez formado, ingressou na Universidade de Oxford e aí foi convidado a permanecer como Professor de Matemática, área da sua predilecção. Adopta mais tarde o seu pseudónimo literário, Lewis Carroll, e, sob inspiração de uma das três filhas de um grande amigo seu, Henry Liddel, escreve o livro que o viria a celebrizar em todo o mundo, Alice no País das Maravilhas, onde estão patentes muitas das suas reminiscências de infância.

     12.72
  • Angola – O 27 de Maio – 3ª edição

    Sobre o livro
    O 27 de Maio marca de forma indelével um dos períodos mais trágicos da história recente de Angola. Não obs-tante o tempo decorrido, 43 anos, não é possível esque-cer o genocídio perpetrado pelo regime angolano de Agostinho Neto, que na sequência dos acontecimentos do 27 de Maio de 1977, vitimou milhares de jovens ango-lanos, uma parte considerável da juventude progressista e muitos patriotas. Embora militante do MPLA, José Reis, autor deste livro, não escapou à sanha persecutória da DISA e das suas arbitrariedades. Vítima delas, conhece as celas de prisão de S. Paulo em 30 de Maio de 1977 e, transferido para o campo de trabalhos forçados na Kibala, aí expia uma culpa inexistente até 1979. Porque vivido, o testemunho e a denúncia que faz desses acon-tecimentos, tornam a leitura deste livro obrigatória para quem, leitor comum ou historiador, queira conhecer me-lhor o que foi essa tragédia e a repercussão que teve em Portugal.
     

    Sobre o autor
    José Eduardo Reis, nasceu em Luanda, Angola, a 27 de Outubro de 1953. Estudou no Huambo e fre-quentou a Faculdade de Medicina de Luanda. Defensor da indepen-dência de Angola, foi militante do MPLA. Foi preso em 30 de Maio de 1977, sob a falsa acusação de sub-versão, e mais tarde transferido para um campo de trabalhos forçados na Kibala. Em 29 de Setembro de 1979 foi devolvido à liberdade. Exilou-se em Portugal em Janeiro de 1980 e não regressou mais ao seu país de origem.

     14.84
  • Angola – O 27 de Maio. A História por Contar

    Sobre o livro
    José Reis, como ele próprio se define, não é um historiador. É antes uma testemunha viva dos trágicos acontecimentos do 27 de Maio de 1977 que mancharam a história da revolução angolana e vieram a culminar numa hecatombe que provocou milhares de mortos e deixou afectada toda uma população que ainda hoje não sabe onde eles jazem, para fazer o seu luto. Tenden-ciosamente preso e acusado de contra-revolucionário, ele que tinha rejubilado com o fim do colonialismo, José Reis conheceu muitos dos factos e intervenientes que protagonizaram esses acontecimentos.
     

    Sobre o autor
    Neste seu segundo livro são-nos narradas muitas histó-rias por contar que nos ajudam a conhecer melhor o que foi o 27 de Maio, bem como o sectarismo ideológico de que estão eivadas as suas versões oficiais.  José Eduardo Reis, nasceu em Luanda, Angola, a 27 de Outubro de 1953. Estudou no Huambo e fre-quentou a Faculdade de Medicina de Luanda. Defensor da indepen-dência de Angola, foi militante do MPLA. Foi preso em 30 de Maio de 1977, sob a falsa acusação de sub-versão, e mais tarde transferido para um campo de trabalhos forçados na Kibala. Em 29 de Setembro de 1979 foi devolvido à liberdade. Exilou-se em Portugal em Janeiro de 1980. Quarenta anos após o 27 de Maio de 1977 publicou  o seu testemunho sobre a experiência em cativeiro: Angola – O 27 de Maio. Memórias de um Sobrevivente (Vega).  

     14.84
  • Angola – O Princípio do Fim da União Soviética 3ª edição

    Sobre o livro
    O enfoque deste livro, como o próprio título sugere, é uma tentativa, ensaiada pela primeira vez, de colocar em perspectiva uma série de questões altamente contro-versas, e em grande parte desconhecidas, sobre um passado ainda envolto em secretismo: o expansionismo militar soviético na África Austral, mais propriamente em Angola. Para tal, o autor acedeu a documentação dos arquivos russos e entrevistou veteranos de guerra, bem como altas personalidades da política soviética. O pre-sente volume oferece, assim, uma ampla gama de ma-térias para todos quantos se interessam pela ingerência soviética em Angola e até no Golfo da Guiné. Toda a sua estrutura se ampara, do princípio ao fim, em fontes russas, trazendo ao conhecimento dos leitores de língua portuguesa um debate que, pouco a pouco, apesar do difícil acesso às fontes, começa a despontar no firma-mento das preocupações da intelligentsia russa e a dar os primeiros frutos: o de saber até que ponto a intervenção em África, ditada por objectivos geopolíticos e expansionistas, respondeu efectivamente aos interesses globais do Estado russo e quais as causas do seu fracasso.  

     

    Sobre o autor
    José Manuel Milhazes Pinto nasceu a 2 de Outubro de 1958 na Póvoa de Varzim. Em 1977, parte para a União Soviética a fim de cursar História da Rússia e assistir à “construção do comunismo”, levando a cabo os seus estudos na Universidade Estatal de Moscovo. Formado em 1983, constituiu família e ficou a residir na URSS. A 8 de Agosto de 1989, escreve a primeira crónica para a TSF e, no ano seguinte, com o lançamento do jornal Público, torna-se seu correspondente em Moscovo. Em 2002, começa também a colaborar com a SIC. A longa permanência na União Soviética e, depois, na Rússia, permitiu-lhe assistir e participar num dos períodos mais conturbados do séc. XX: a queda da “cortina de ferro” e a formação de novos Estados no Leste da Europa. Mantém o blogue www.darussia.blogspot.com, alojado no sítio electrónico do jornal Público.

     16.96
  • Angola, Um Gigante com Pés de Barro (e outras reflexões sobre África e o mundo)

    Sobre o livro
    Esta obra é constituída por uma selecção de 36 cró-nicas que o autor publicou na imprensa portuguesa neste novo milénio. A selecção de textos teve como ideia base uma temática comum: Angola e África. Os temas escolhidos pelo autor são diversificados, por vezes incómodos e até polémicos. Todavia, o rigor histórico que o autor deposita na abordagem dos mesmos, alicerçando-se na documentação aturada dos factos e acontecimentos que relata e denuncia, coloca-o num patamar de credibilidade inabalável. Os textos agora publicados são as versões definitivas do autor. Não só foram revistos e ampliados, como também foram enriquecidos com detalhadas referências documentais, citações e outras informações oportunas em extensas notas de rodapé. Por todas estas razões, esta colectânea constitui uma novidade e uma oportunidade para os leitores interessados melhor se identificarem com o pensamento de um dos mais importantes historia-dores luso-angolanos da actualidade.  

     

    Sobre o autor
    Carlos Pacheco, luso-angolano, é historiador e autor de vários estudos publicados sobre os primórdios da luta armada em Angola e sobre o pro-cesso pós-colonial; é igualmente autor de trabalhos consagrados à historio-grafia da sociedade híbrida angolana que se formou na grande plataforma da costa atlântica e cujo apogeu se apagou no 3.º quartel do século XX. As suas obras incluem, entre outras, José da Silva Maia Ferreira, O Homem e a Sua Época, MPLA, Um Nascimento Polémico e Repensar Angola.

     26.50
  • Antologia Poética

    Sobre o livro
    Primeiro e grande doutrinador de toda a história do desporto português, autor de uma tese inédita e inova-dora sobre a motricidade humana, Manuel Sérgio é hoje, nessa área, um nome sobejamente conhecido e admirado dentro e fora do país. Menos conhecida mas não menos importante é a sua outra faceta de poeta. Esta Antologia Poética, que reúne alguns dos melhores poemas que vem escrevendo desde 1961, não deixa qualquer dúvida a esse respeito. Poeta católico, a sua relação com Deus leva-o para coordenadas poéticas que entroncam sobretudo na estética presencista. Segundo o seu prefaciador, José Eduardo Franco, “Ler a poesia de Manuel Sérgio é banhar-se em águas cristalinas e deslizar em riachos suaves, como que realizando um movimento de regresso à infância e à inocência perdida”. E “(…) um hino à vida, à liberdade, à amizade, ao amor, à família e à humanidade”.
     

    Sobre a autor
    Manuel Sérgio Vieira e Cunha nasceu em Lisboa, no dia 20 de Abril de 1933. É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e doutor e professor agregado pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Aposentou-se como professor catedrático con-vidado desta mesma Faculdade. Foi ainda professor catedrático convidado nas Faculdades de Educação Física e de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-Brasil).

     14.84

    Antologia Poética

     14.84
  • As Fadas – 3ª edição

    Sobre o livro
    Muitos foram os nossos grandes escritores que embora escrevendo essencialmente para adultos nem por isso olvidaram os pequenos leitores dedicando-lhes alguns dos seus escritos sob formas tão diferentes como a poesia e a ficção e com objectivos igualmente tão diversos como a formação educativa, didáctica e pedagógica, o meramente recreativo ou estas ambas vertentes. Citamos, a título de exemplo, Afonso Lopes Vieira com Os Animais Nossos Amigos, Gomes Leal com Jesus Cristo para as Criancinhas Lerem, Guerra Junqueiro com os seus Contos para a Infância, Jaime Cortesão com o seu Romance das Ilhas Encantadas, Aquilino Ribeiro com o seu Romance da Raposa, e Antero Quental com o Tesouro Poético da Infância, livro coligido e ordenado por ele, que inclui o poema As Fadas, agora reeditado com as belíssimas ilustrações de Raquel Pinheiro. Neste belo poema é recriado, com a fértil e sensível imaginação do poeta, o universo fantástico e encantador das fadas que desde tempos imemoriais tem encantado e feito sonhar sucessivas gerações de pequenos e grandes leitores.  

     

    Sobre o autor
    Antero Tarquínio de Quental foi um dos nossos maiores poetas e pensadores. Nascido em Ponta Delgada, Açores, a 18 de Abril de 1842, cedo despontou nele uma talentosa veia literária que se traduziu, logo aos 16 anos, na publicação de vários escritos em jornais da época e, um pouco mais tarde, na edição da sua primeira obra em livro, Sonetos. Tinha ele 19 anos e destacava-se já não só como poeta como pelas suas opiniões revolucionárias e forma de estar na vida. Espelhando saber pela poesia, filosofia e política, Antero era um ser profundamente humano, dotado de uma sensibilidade fora do comum, que muito contribuiu com as suas ideias e conhecimento para a renovação da vida política e cultural portuguesa. A par da sua hiper-sensibilidade, as profundas depressões de que sofria levaram-no a encurtar a vida em 1891, apenas com 49 anos de idade.

     9.54
  • Austeridade, Democracia e Autoritarismo

    Sobre o livro
    A presente obra tem como temas principais as crises financeira, económica e político-democrática que Portugal tem vindo a experimentar (e a sofrer) ao longo dos últimos anos. Lateralmente, encontram-se nela também não poucos elementos para uma análise das reformas político-institucionais de que o país carece para ultra-passar os bloqueios do seu sistema político e para viabilizar ou facilitar a sua governabilidade, bem como para uma possível interpretação da chamada «crise das esquerdas». Ainda que não coloque o acento tónico de todas estas crises nos factores puramente domésticos, não deixa André Freire de examinar com minúcia os aspectos que, em termos de política interna, poderão ajudar Portugal a superar a sua difícil situação cívica (nomeadamente quanto ao alheamento de muitos pela política e ao défice de representação sentido por cada vez mais pessoas). Os textos que aqui se reúnem são, na sua esmagadora maioria, artigos de opinião publicados na imprensa portuguesa desde finais de 2007, sobretudo no Público, jornal onde o autor assina há alguns anos uma coluna regular.  

     

    Sobre o autor
    André Freire é politólogo, Professor do ISCTE-IUL, investigador do CIES-IUL, Director da Licenciatura em Ciência Política (CP) e membro da comissão científica do Doutoramento em CP do ISCTE-IUL. Tem vários estudos publica-dos (nacional e internacionalmente) sobre as atitudes e comportamentos dos eleitores, as instituições políticas e a representação política, em inúmeros livros, capítulos de livros e revistas académicas. Tem dirigido vários projectos de investigação sobre estes assuntos. É colunista do Público desde Março de 2006 mas colabora, ocasionalmente, com outros órgãos de imprensa. Civicamente, é membro do Sindicato Nacional do Ensino Superior e tem apoiado vários manifestos e petições e outras iniciativas cívico-políticas como o «Congresso democrático das alternativas» (2012) ou o «Manifesto 3D» (2013-14).

     15.90
  • Aventuras de João-Flor e Joana-Amor – 4.ª edição

    Sobre o livro
    João-Flor e Joana-Amor são dois simpáticos caracóis que, embora irmãos, diferem muito um do outro. En-quanto o primeiro gosta imenso de viajar, o segundo, por medo, nem por isso.Já cansado de viagens, João-Flor regressa para junto da irmã e resolve ficar a viver com ela para sempre numa amável e acolhedora árvore. Um dia, pelo Outono, o vento chega e leva com ele todas as suas folhas. Convencidas de que vão para um baile, estas nem olham para trás e depressa se esquecem da mãe-árvore que tanto as acarinhou. Perante a tristeza e abatimento da árvore, os manos caracóis resolvem ir atrás delas e convencerem-nas a voltar. O que os leva a empreenderem uma grande viagem e à maior aventura das suas vidas. Com a graça, simplicidade e sentido pedagógico que depõe em todas as suas histórias para crianças, Maria Rosa Colaço oferece-nos neste livro uma história lindíssima que, entre muitas outras coisas, nos ensina o valor da amizade.

     

    Sobre a autora
    Natural de Torrão, Alentejo, e nascida em 1935, Maria Rosa Colaço desde muito cedo manifestou uma forte tendência para as Letras e o Ensino. Assim, foi muito nova que abraçou uma e outra carreira. Nas Letras, estreou-se com o livro Espanta-Pardais, em 1958, que desde logo se impôs à consideração do público leitor. No ensino, iniciou  uma longa carreira onde, entre muitos aspectos, se distinguiu por um forte sentido pedagógico e uma acção notável, corrigindo e melhorando métodos de aprendizagem e inculcando nas crianças um maior interesse e gosto pela leitura. Falecida em 2004, deixou-nos uma vasta obra em que se fundem inteligentemente o real e o maravilhoso e em que, não obstante um olhar consciente das durezas da vida, persiste uma profunda alegria de viver.

     8.48
  • Breve História do Corpo e de Seus Monstros – 3ª edição

    Sobre o livro
    No mundo contemporâneo e nas teorias que ele provoca, o corpo parece ocupar um lugar ambíguo e extraordinariamente frequente. Na infinidade de artigos que proliferam nos media, nas conversas académicas e sociais, ele aparece como o que há de mais incensado, pois, como disse Foucault, “em nossos dias a saúde substituiu a salvação”, e o que há de mais perturbador, já que a mundialização da técnica e a virtualização do mundo, além das infinidades de próteses, hibridismos e conexões com as quais esbarramos e convivemos quotidianamente colocam sob suspeita tanto a sua naturalidade como, o que é mais grave para a tradição reflexiva ocidental, a sua necessidade. Neste contexto, que indica a saudade de uma perda anunciada, Breve História do Corpo e de seus Monstros procura apresentar os fundamentos daquilo que nos constituiu como este corpo-identidade que estamos a ver fragmentar-se e desaparecer na relação com os monstros, ao mesmo tempo, o corpo do outro e o outro do corpo e as maneiras pelas quais a nossa actualidade tecnológica, nos seus laboratórios como no imaginário que deles emerge, gerenciando a vida e os seus estoques, volta a propor questões antes abandonadas ou impensáveis. É possível pensar sem o corpo? É possível erradicar o trágico? Tudo parece indicar que percorremos um longo caminho desde o “Conhece-te a ti mesmo” das nossas origens gregas até um “Cria-te, pois tecnicamente és deus”. Este caminho e seus atalhos são o tema deste livro.  

     

    Sobre a autora
    Ieda Tucherman é doutorada em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal  do Rio de Janeiro, onde exerce as suas actividades de ensino e pesquisa, sendo responsável pela linha de investigação Comunicação e Novas Subjectividades. Ensaísta por vocação e teimosia, já que considera que a tarefa do pensamento produzirá suas questões e nelas separará os verdadeiros e os falsos problemas, tem publicado artigos nas áreas de Teoria da Cultura, Novas Tecnologias, Estética e Filosofia Contemporânea. Este livro é o “state of art” da pesquisa que está desenvolvendo com o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa Tecnológica e Científica (o CNPq brasileiro), cujo tema é: Corpo-Sujeito-Redes Digitais.

     

     11.02
  • Breve História dos Judeus em Portugal – 5.ª edição

    Sobre o livro
    Já se publicaram algumas histórias dos judeus portugueses, todas elas de acentuado cariz académico, mas faltava uma obra de conjunto, actualizada e acessível ao grande público, destinada, particularmente, aos professores e aos estudantes, complementando ou suprindo as omissões dos nossos programas escolares. Sem escamotear o facto de que os estudos académicos são, por vezes, de difícil acesso aos leitores não especializados, sabemos que há apetência natural pelo conhecimento. Por outro lado, os estudantes, particular-mente os universitários, necessitam de abordagens iniciáticas para se envolverem nas temáticas historio-gráficas. É este o objectivo de Breve História dos Judeus em Portugal, que vem demonstrar, a todos os leitores, que os judeus portugueses têm uma história para contar que faz parte da própria História de Portugal.

     

    Sobre o autor
    Jorge Martins é doutorado em História Contemporânea pela Faculdade de Letras de Lisboa (2006) e professor de História desde 1978. Pertence ao quadro da Escola Secundária Braamcamp Freire, Pontinha, é professor convidado do Instituto Su-perior de Ciências Educativas – Odivelas e investigador do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE – Lisboa. Tem exercido actividade de formador em centros de formação de professores e é autor de manuais escolares, obras de ficção e ensaio, designadamente, sobre história contemporânea, história local e estudos judaicos. É autor dos três volumes de Portugal e os Judeus e Breve História dos Judeus em Portugal, também publicados sob a chancela Vega.

     15.90
  • Calvário e Glória de Camilo

    Sobre o livro
    Esta é a mais recente biografia de Camilo Castelo Branco, que procura desfazer equívocos e preconceitos divulgados acerca da vida e do carácter do biografado, umas vezes intencionalmente, outras devido a deficiente informação ou a erradas interpretações. Nesse sentido, o autor socorreu-se de centenas de testemunhos de quem conheceu pessoalmente Camilo e com ele privou, bem como de contemporâneos que, não tendo sido da sua roda, estiveram de algum modo relacionados com episódios das suas vivências. Trata-se, portanto, de uma obra que se quer isenta e objectiva sem pretender ser definitiva. A vida agitada de Camilo e a vastidão da sua produção literária são como que uma floresta densa onde não é fácil penetrar, um mundo enorme e complexo para que sobre ele se possa ter dito a última palavra. Estamos, no entanto, perante uma obra que, sendo amplamente informativa, tenta esclarecer aspectos duvidosos e dá bem a ideia da dimensão humana e literária desse vulto incontornável das letras portuguesas, que foi Camilo Castelo Branco.  

     

    Sobre o autor
    Eduardo Sucena dedicou-se durante largos anos ao tema da Olisipografia, tendo escrito obras marcantes como Lisboa, o Fado e os Fadistas (1992), Prémio Júlio Castilho da Câmara Municipal de Lisboa, e o Dicionário da História de Lisboa (1994), este em colaboração com Francisco Santana, além de numerosos artigos. Dedicou-se, também, à história medieval portuguesa, tendo publicado a monografia A Sé Patriarcal de Lisboa – História e Património (2004), e, particularmente, ao estudo das Ordens monástico-militares, tema sobre o qual, para lá da colaboração dispersa por várias publicações, nos deu o livro A Epopeia Templária em Portugal (2008) em que pôs em evidência o papel decisivo das Ordens do Templo e de Cristo na formação do nosso país. Mas o tema que, provavelmente mais o apaíxonou, foi o da vida e obra de Camilo Castelo Branco. Leitor incansável das bibliografias activa e passiva deste escritor, acumulou um manancial de informação que lhe permitiu ter uma visão ampla e desassombrada do caso camiliano e constituiu o suporte sólido desta obra.

     23.32
  • Carta a Bosie – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Só o Amor, qualquer que seja a sua natureza, pode explicar o enorme sofrimento que há no mundo. É este o tom da carta escrita por Oscar Wilde ao seu amante Lord Alfred Douglas na prisão de Reading, onde cumpria pena por “ultraje aos costumes”. Vítima da paixão destrutiva que manteve por Douglas, um monstro com cara de anjo a quem carinhosamente chamava “Bosie”, a vida de Wilde divide-se em duas fases: antes e depois de Bosie. Antes, o sucesso e a glória de um dandy. Depois, a decadência que culminará na humilhação e na desgraça. Deste texto já De Profundis nos dera um extracto desenvolvido, porém eivado de lacunas que deixavam na sombra a violência da “experiência mais amarga de uma vida amarga” que nela é testemunhada. Daí que Albert Camus se tenha referido a esta carta como “um dos mais belos livros que nasceram do sofrimento de um homem.”  

     

    Sobre o autor
    Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin a 16 de Outubro de 1854. Paradigma do dandy, porta-voz do esteticismo finissecular e protagonista de escândalos, Wilde gozou de enorme reputação como escritor na pudorosa sociedade vitoriana. Em 1884 casa com Constance Lloyd e nos anos seguintes publica várias obras em Londres, entre elas O Príncipe Feliz e Outros Contos e O Retrato de Dorian Gray (edição Vega, 2000), o seu único e aclamado romance. Wilde notabilizou-se à época especialmente como dramaturgo, com peças como Lady Windermere’s Fan, A Woman of No Importance, An Ideal Husband e The Importance of Being Earnest. É também autor de ensaios como A Alma do Homem Sob o Socialismo e O Declínio da Mentira, ambos publicados pela Vega. Depois de cumprir pena por “comportamento repreensível”, abandona a Inglaterra para sempre. Reside em França, Itália, e acaba por se fixar em Paris, onde vive modestamente sob o nome de Sebastien Melmoth até à sua morte, a 30 de Novembro de 1900.

     12.72
  • Chefes de Governo Maçons – Portugal (1835-2016)

    Sobre o livro
    A Maçonaria exerceu uma influência marcante na vida do nosso país, desde a sua implantação, no século XVIII. A ela pertenceram militares e professores, comerciantes e funcionários públicos, clérigos e artistas, proprietários e trabalhadores. E também políticos de diversas orientações, fazendo jus ao pluralismo de opiniões que sempre caracterizou a Maçonaria. É assim natural que nos últimos trezentos anos muitos governantes tivessem ligações à Maçonaria. O presente álbum incide sobre os chefes de governo que pertenceram à Maçonaria, desde a implantação definitiva do Liberalismo em 1834. Englobando, em número de 34, os que foram comprovadamente Maçons, e não os que a tradição considerava como tal, a obra contém as biografias genéricas de cada um, dando um especial enfoque à vertente maçónica com o maior pormenor possível, as quais são acompanhadas de documentos, na maior parte inéditos, comprovativos dessa filiação. Por outro lado, é profusamente ilustrada com retratos, obras de arte diversas – esculturas, pinturas, monumentos – e reprodução facsimilada de documentos originais. No conjunto, uma obra pois reveladora de aspectos desconhecidos da vida de algumas figuras que marcaram profundamente a nossa vida política nos últimos dois séculos, que, pela sua qualidade, carácter inédito e não especulativo, irá constituir uma referência incontornável para quem queira conhecer melhor a nossa História Contemporânea.  
     

    Sobre o autor
    António Ventura é Doutor em História Contemporânea e Professor catedrático do Departamento de História da Faculdade de Letras de Lisboa. É também Director das Área de História da mesma Faculdade, Académico de Número da Academia Portuguesa da História e Académico correspondente da Academia de Marinha. Fez conferências e participou em congressos científicos internacionais. Desenvolveu uma intensa actividade por ocasião do Bicentenário das Guerra Peninsular e do Centenário da proclamação da República. Autor de uma vasta bibliografia sobre História Contemporânea tem mais de 300 trabalhos publicados e várias colaborações publicações periódicas nacionais e estrangeiras. É unanimemente considerado como uma das maiores autoridades sobre Maçonaria.  

     

     39.22
  • Chiquinho – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Descrevendo Cabo Verde dos anos 30, o seu interesse resulta não somente do facto de estar apoiado numa realidade que até esta altura tinha sido deixada de lado pelos escritores do arquipélago, mas sobretudo da demanda da personalidade cultural do povo de Cabo Verde. Este aspecto é ilustrado pelas numerosas evocações das tradições populares. Chiquinho é também uma forte denúncia: do abandono a que foram votadas as pessoas de Cabo Verde. As secas destruíam colheitas, a fome estendia as suas garras sobre uma população indefesa e desesperada. No entanto, no meio da fome e da pobreza do povo cabo-verdiano há uma esperança, um sonho recalcado em todas as personagens: Tio Joca, Euclides Varanda, Toi Mulato, todos poderiam ser outra pessoa que não são, se ao menos a terra não fosse madrasta. É aqui que entra o mar, rampa de sonhos e de fuga, a miragem da América, os baleeiros para correr sete mundos, o futuro prometido para lá da fome, das secas e do sofrimento. Chiquinho é o fio condutor por onde passam todas estas personagens. É através das tribula-ções deste jovem, de origem modesta, mas livre num mundo desconhecido, que Baltasar Lopes se impõe como um dos principais fundadores da literatura cabo-verdiana.

     

    Sobre o autor
    Nascido a 23 de Abril de 1907, Baltasar Lopes foi um homem de grande e multi-facetado talento, sendo pedagogo, filólogo, advogado e escritor. Foi um dos fundadores da revista Claridade, iniciada em 1936 e que operou uma grande viragem na literatura cabo-verdiana. Tendo regressado a S. Vicente aceitou um lugar de professor no Liceu Gil Eanes (hoje chamado Liceu Ludgero Lima), onde leccionou durante vários anos. Da sua produção literária destacam-se: Chiquinho (1947), O Dialecto Crioulo de Cabo Verde (1956), Cabo Verde visto por Gilberto Freire (1957), Cântico da Manhã Futura (1986), Os Trabalhos e os Dias (1988). Baltasar Lopes deixou uma marca indelével do seu saber e da sua personalidade em gerações e gerações de estudantes e leitores que unanimemente o elegem como um marco da literatura universal. Faleceu em Cabo Verde, decorria o ano de 1990.

     16.96
  • Como Fomos, Assim Estamos – Portugal escrito pelos Portugueses, e não só

    Sobre o livro
    “Coletânea de textos que dizem respeito à História de Portugal e dos Portugueses, organizados cronologicamente […] COMO FOMOS, procura caracterizar não só a nossa forma de ser ao longo dos séculos, mas também o modo como fomos pelo mundo, construindo um império tão particular; ASSIM ESTAMOS tem a ver com a identidade que consolidámos através da nossa evolução no tempo e no espaço, mas também como estamos agora, limitados politicamente a este retângulo peninsular e às suas ilhas adjacentes, embora fisicamente mantenhamos uma diáspora, diferente, mas muito significativa e valorosa […] O objetivo geral foi apre-sentar aos leitores uma transcrição coligida de textos, todos eles acessíveis ao público, mas nunca publicados em conjunto desta maneira […]” – Da “Nota das Autoras
    “Este é um livro de História incomum, especial e diferente de todos os outros livros […] O leitor tem, à mão de semear, a surpresa de uma magnífica aula de História. Para não esquecer o que já passou e sobretudo para guardar a memória tentando não cometer os mesmos erros […] Uma descoberta permanente para quem quer perceber porque é que as coisas são como são.” – Maria Flor Pedroso, do “Prefácio”
      

    Sobre as autoras
    Maria Luísa Bouza Serrano, completou o Curso de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1967, tendo obtido a licenciatura em 1974. Reformada em 2014, desde 1973, ao longo dos anos lecionou todas as disciplinas de História dos vários ciclos no Colégio do Sagrado Coração de Maria, e a disciplina de Ciência Po-lítica nos dois últimos anos. De 1972 a 1976 lecionou História de Arte no Instituto de Novas Profissões.
     

    Olívia Beleza Afonso licenciou-se em História de Arte pela Faculdade de Letras do Porto em 1987. Leciona História e Ciência Política no Ensino Básico e Secundá-rio no Colégio do Sagrado Coração de Maria, desde 1999. Profissionalizada em 1998, exerceu funções docentes de 1989 a 2002 no Externato Liceal da Associação Casas de S. Vicente de Paulo, e, em 1989, na Escola Secundária da Ramada. 

     

     24.91
  • Corpo e Imagem – 3ª edição

    Sobre o livro
    Este livro articula-se em torno das relações entre a imagem e o corpo. Partindo da ideia de que a imagem, num sentido lato, constituiu historicamente uma forma de protecção do corpo, analisam-se os modos como as tecnologias, primeiramente a foto-grafia e o cinema e depois as digitais, vieram perturbar essa relação, originando um duplo fenómeno: o descolamento das imagens que passam a circular livre e desencontradamente, e a sua hibridação com o imaginário teológico, estético e técnico. Surge assim uma nova plasticidade que está a pôr em crise a noção clássica de corpo, política e juridicamente decisiva. A segunda parte é dedicada ao diagnóstico desta crise, de cuja apreensão depende a possibilidade de uma resposta minimamente digna e humana.  
     
    Sobre o autor
    José A. Bragança de Miranda é doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa (1990) e agregado em «Teoria da Cultura» (2000) na mesma Universidade. Actualmente é Professor Associado do Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas dessa Universidade, colaborando ainda como professor catedrático convidado na Universidade Lusófona. É investigador do «Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens» (CECL), de que é director. Autor de numerosos ensaios nas mais diversas áreas da cultura contemporânea, das suas publicações destacam-se os seguintes livros: Analítica da Actualidade (Vega), Política e Modernidade (Colibri), Traços. Ensaios de Crítica da Cultura (Vega), Teoria da Cultura (Século XXI), Síntese (UL), Espaços, Queda Sem Fim (Vega), O Ardor da Arte (Caminho), Conversa-ciones con Jorge Molder (La Fabrica) e Envios. Uma Experimentação Filosófica na Internet (Vega).

     13.78
  • Elogio da Loucura (Edição bilingue)

    Sobre o livro
    Uma obra marcante na história do Humanismo e na história do Ocidente, escrita por uma das maiores figuras do Renascimento, agora em nova e excelente tradução, feita directamente do latim, que nos oferece o sabor da escrita original e do espírito de humor e ironia que a enforma. Intemporal, como todos os grandes clássicos, nela se disseca a natureza humana do ser da época que, não obstante os séculos decorridos, pouco ou nada difere do ser actual, uma vez que neste podemos encontrar os mesmos sinais de irracionalidade e loucura que Erasmo de Roterdão tão bem satirizou.  

     

    Sobre o autor
    Desidério Erasmo, que veio a ser conhecido como Erasmo de Roterdão, nasceu nesta cidade em 28 de Outubro de 1467 e morreu, em Basileia, em 11 de Julho de 1536. Foi um teólogo e um humanista, que viajou por toda a Europa e se relacionou com a elite da sua época, qualquer que fosse a sua nacionalidade. Cursou o seminário com os monges agostinianos e realizou os votos monásticos aos 25 anos, tendo-se depois tornado um grande crítico da vida conventual e das características que julgava negativas na Igreja Católica. Como escreveu há anos o crítico Manuel Mendes, «foi um dos maiores eruditos e escritores do seu tempo, e foi, ao mesmo passo, o cidadão de todos os países em que viveu, o grande cosmopolita, que se recusava a reconhecer qualquer preponderância de nação para nação, que julgava os povos pela nobreza e cultura dos seus homens.»

     19.61
  • Espectadores e Públicos Activos

    Sobre o livro
    Espectadores e Públicos Activos desafia a pensar o espectador e o público como entidades que resultam  das acções e das expressões que se lhes dirigem, se emocionam, avaliam, exprimem opiniões e revelam. A perspectiva adoptada – de inspiração pragmatista, mas também, em parte, fenomenológica e hermenêutica – é que não existe espectador ou público que preceda as condições em função das quais se constitui. Um e outro sofrem uma experiência, formam-se nas situações de recepção e resultam de actividades, não sendo entidades passivas. Os públicos advêm do diálogo, do encontro de interesses, do sentimento de pertença a um colectivo: leitores de um mesmo jornal, ouvintes de um mesmo programa de rádio ou género de música, espectadores de um mesmo programa televisivo ou de teatro, públicos activados por ocasião de um acontecimento mediático, de um evento ou exposição. Formam comunidades de interpretação, significação ou de gosto, públicos de um género de expressão artística ou públicos que reagem a um problema. Nas redes digitais são públicos-utilizado-res; o espectador(-utilizador) é afectado numa lógica de recepção e é instigado a tornar-se produtor, emissor, criador.  

     

    Sobre a autora
    Isabel Maria Pérez da Silva Babo Lança é licenciada em Filosofia pela Universidade do Porto, doutorou-se em Sociologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, sob a orientação de Louis Quéré, com a tese La Configuration des Evénements Publics. L’affaire República et les Manifestations aux Açores (Portugal, 1975) e fez a agregação em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho. É reitora da Universidade Lusófona do Porto, desde Julho de 2012, e directora do curso de doutoramento em Estudos em Comunicação para o Desen-volvimento. É investigadora do CICANT. As suas áreas de especialização são a sociologia do acontecimento, a socio-logia da comunicação e as teorias do espaço público, com livro, artigos científicos e comunicações sobre aconteci-mento e problema público, acontecimento mediático e jor-nalístico, configuração mediática dos acontecimentos e memória colectiva, média, recepção e públicos.

     12.72
  • Eu, Robot Erradamente Programado

    Sobre o livro
    Último livro de poemas de Miguel Barbosa, um escritor multifacetado com vasta obra publicada nos vários géneros literários. No campo da poesia continua a sua demanda do significado da vida. Da sua obra disse Donato Loscalzo, professor de literatura clássica da Uni-versidade de Perúgia (Itália), também ele poeta: “(…) O significado último das coisas poderá na realidade residir noutro lado: as palavras são sementes atiradas ao mundo como mensagem para destinatários desconhecidos. Podem ser palavras masturbadas, ou seja, mais atra-entes do que as flores do pecado originário da união carnal. Numa forma concisa e genial, Barbosa diz-nos que o único sentido é o de não haver sentido e que as expressões podem adquirir verdade e substância so-mente quando se tiver a capacidade de as encher, como catedrais que se animam quando fluem pessoas”.

     

    Sobre o autor
    Miguel Barbosa nasceu a 23 de Novembro de 1925, em Lisboa. Licenciado em Ciências Económicas e Financeiras pela Universidade de Lisboa, é escritor, poeta, dramaturgo, pintor e paleontólogo. A sua obra literária, traduzida em várias línguas, inclui mais de cinquenta títulos e abrange quase todos os géneros, do conto ao romance, da poesia ao teatro. Várias das suas peças teatrais foram encenadas em Portugal, no Brasil, em Espanha, em França e na Alemanha. É autor de uma série de romances policiais assinados com o pseudónimo Rusty Brown. Em 2009 foi distinguido pela União Brasileira de Escritores com a Medalha Jorge Amado, distinção que traduz o reconhecimento das qualidades literárias e do trabalho profícuo que Miguel Barbosa vem desenvolvendo há muito em prol das letras portuguesas, designadamente junto da comunidade lusófona do Brasil. Nesse mesmo ano foi inaugurado o Museu de História Natural de Sintra, que alberga a colecção de paleontologia doada a esse concelho por Miguel Barbosa e sua esposa.

     8.48
  • Europa, Europa!

    Sobre o livro
    Europa, Europa! é uma crítica mordaz e satírica ao actual estado civilizacional da Europa. Para o efeito, serviram-se Filomena Oliveira e Miguel Real do mito grego dos 12 trabalhos que Hércules teve de vencer para conquistar a imortalidade. Numa alegoria subtil e inteligente, esta peça tem por protagonista uma jovem com o mesmo nome, Europa, que, de modo semelhante, terá de vencer os seus pecados civilizacionais para atingir o estado de construção de uma unidade europeia futura realizável. Ou seja, uma nova Europa assente nos direitos humanos, nos direitos ambientais e na dignidade da pessoa humana, e ainda capaz de se reassumir como o grande continente da inquietação filosófica, da investigação científica e da criação estética.

     

    Sobre os autores
    Miguel Real, escritor, ensaísta e investigador do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas Europeias da Universidade de Lisboa, publicou, nos anos recentes, Introdução à Cultura Portuguesa (2011), O Pensamento Português Contemporâneo. 1890-2010 (2011), Nova Teoria do Mal (2012), O Romance Português Contemporâneo. 1950-2010 (2012), Nova Teoria da Felicidade (2013), Nova Teoria do Sebastianismo (2014) e O Futuro da Religião (2014). Recebeu vários prémios de relevo, entre os quais se destacam: Prémio Revelação Ficção da APE; Prémio Revelação de Ensaio da APE; Prémio Fernando Namora de Literatura; Prémio Ficção Ler/ /Círculo de Leitores e Prémio Ficção da SPA.

    Filomena Oliveira, dramaturga e encenadora, é co-autora com Miguel Real de Uma Família Portuguesa, Grande Prémio de Teatro SPA/Teatro Aberto (2008), Vodka e Cachupa, Menção Honrosa no Prémio de Teatro Bernardo Santareno, 2009 e O Julgamento de Sócrates, Menção Honrosa no Prémio de Teatro Inatel/ /Teatro da Trindade.

    Juntos têm vindo a afirmar-se no domínio da arte tea-tral. Esta nova peça Europa, Europa!, de extrema oportunidade e pertinência, vem confirmá-lo.

     

     11.66

    Europa, Europa!

     11.66
  • Gilgamesh – 7.ª edição

    Sobre o livro
    A epopeia de Gilgamesh é um antigo poema épico da Mesopotâmia, sendo uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial. Acredita-se que na sua origem estejam diversas lendas e poemas sumérios sobre o mitológico deus-herói Gilgamesh, que foram reunidos e compilados no século VII a. C. pelo rei Assurbanipal. Recebeu originalmente o título de Aquele que Viu a Profundeza (Sha naqba īmuru) ou Aquele que se Eleva Sobre Todos os Outros Reis (Shūtur eli sharrī). A sua história gira em torno da relação entre Gilgamesh  e seu companheiro íntimo, Enkidu, um homem selvagem criado pelos deuses, para distrair o primeiro e evitar que ele oprimisse os cidadãos de Uruk. Juntos passam por diversas missões, que acabam por descontentar as divindades. A parte final do épico é centrada na reacção de Gilgamesh à morte de Enkidu, que acaba por tomar a forma de uma busca da imortalidade.

     

    Sobre o tradutor
    Pedro Mário Alles Tamen nasceu em Lisboa, em 1934, e estudou Direito na Universidade de Lisboa. Entre 1958 e 1975 foi director da (extinta) editora Moraes e depois assumiu o lugar de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, até 2000. Foi também presidente do P.E.N. Clube Português e membro da direcção e presidente da assembleia geral da Associação Portuguesa de Escrito-res. A sua obra literária inclui diversos livros publicados e alguns dos seus poemas estão traduzidos em mais de uma dezena de línguas. Paralelamente à sua actividade de escritor tem desenvolvido uma intensa actividade de tradutor literário pela qual foi diversas vezes premiado.

     12.72
  • História da Franco-Maçonaria em Portugal (1733-1912) – 5ª edição

    Sobre o livro
    A História da Franco-Maçonaria em Portugal, de M. Borges Grainha, foi publicada pela primeira vez em 1912. O seu sucesso foi de tal ordem que logo conheceu nova edição em 1914. A razão entende-se facilmente na medida em que ela corresponde a uma tentativa de historiar, tão completamente quanto possível, a Maço-naria em Portugal, desde o seu início no século XVIII, no período compreendido entre 1733 e 1912, e é publicada numa época agitada, pouco depois da implantação da República, no quadro dos conflitos que decorrem desse evento, entre a Maçonaria e a Igreja, em Portugal como noutros países. Outro aspecto relevante que Borges Grainha salientou enquanto membro do Grande Oriente Unido em 1914, e está patente nesta obra, é o de que “o espírito da Maçonaria é o espírito da libertação, da solidariedade e do aperfeiçoamento social e humano”. Extinta pelo Estado Novo em 1935, ano em que Salazar decretou a proibição de todas as sociedades secretas, a Maçonaria recolheu a uma espécie de clandestinidade, nunca deixando de existir apesar da forte repressão que abatia sobre ela.  

     

    Sobre o autor
    Nascido na Covilhã, em 14 de Janeiro de 1862, Manuel Borges Grainha foi um latinista e historiador de reconhecidos méritos. Matriculado por um tio no Colégio de Campolide, ingressou depois na Companhia de Jesus onde adquiriu uma formação superior em Letras. O seu percurso maçónico foi iniciado em 3 de Abril de 1893 no Triângulo a constituir em Braga, de que seria fundador, com o nome simbólico de “Reconstrutor”. Dedicou também um especial cuidado ao ensino, ao serviço do qual leccionou durante muitos anos no Liceu Passos Manuel, e, de permeio com a sua acção política, escreveu muitas outras obras.

     16.96
  • Jovens da Europa e do Magrebe – Repensar as Relações Interculturais

    Sobre o livro
    O défice de compreensão mútua entre a Europa e o Magrebe advém da leitura estereotipada dos seus objetos nomeadamente a maior ênfase dada ao tema da religião e da interpretação descontextualizada dos seus conteúdos e dos seus significados e simbolizações. A escola é o local onde se devem iniciar ações concretas com vista a colocar os debates, não no domínio do confronto das ideologias e das culturas etnocentradas, mas no da con-vergência dos valores de diversidade, de compreensão e de abertura rumo a um humanismo universal. Importa pensar a escola e os programas escolares como um meio para diminuir a fratura, o desconhecimento, a incompreensão, as disparidades sejam elas demográficas, económicas, políticas, sociais ou culturais em ambas as margens. Importa paralelamente apostar nos jovens e no seu potencial para a promoção de uma nova atitude sem que isso signifique desvalorizar as identidades e as origens culturais, filosóficas ou religiosas.

     

    Sobre o autor
    Albino Cunha é Professor Auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas/ISCSP da Universidade de Lisboa e investigador do CEMRI, na área da Comuni-cação Intercultural. Tem como domínio de pesquisa os estudos mediterrânicos, mais concretamente, as relações entre a Europa e o Magrebe. Os seus trabalhos evidenciam a importância da promoção da interculturalidade na Escola, como instrumento a considerar nas melhores relações entre a Europa e o Magrebe. Toma o legado Mediterrâneo comum como eixo dessa ideia. Entre outras edições, em 2005 publica O Mediterrâneo: a Juventude, a Europa e o Magrebe e escreve, em 2012, com Manuela Malheiro, Jeunes Européens et Maghré-bins à «l’école de l’Interculturel» inserida na obra colec-tiva intitulada De la diversité linguistique aux pratiques interculturelles da Collection Espaces Interculturels das Editions L’Harmattan.

     12.72
  • Largo da Mutamba

    Sobre o livro
    “Este conjunto de contos revela uma escrita por vezes muito visual que consegue pôr o leitor numa espécie de observatório cinematográfico. Se a isto associarmos o estilo simultaneamente nostálgico e irónico do autor, temos um original muito cativante. Também vale referir ainda que, tal como acontece com algumas das narrativas mais interessantes da chamada literatura da guerra colonial, o autor destes contos consegue colocar-nos perante aquele tipo de incómodo que mais ou menos declaradamente nos faz sentir as dores da memória histórica portuguesa mais recente” (Manuel Frias Martins in Prefácio).  

     

    Sobre o autor
    Domingos Lobo, nasceu em 1946, em Nagozela, Beira Alta, vindo com 15 dias para Lisboa, cidade onde estu-dou e viveu até à idade adulta. Começou por fazer teatro como actor, depois como autor e encenador. Passou pelo jornalismo e pelo teatro radiofónico. Estreou-se, como ficcionista, com um dos romances considerados canónicos sobre a Guerra Colonial (Os Navios Negreiros Não Sobem o Cuando). Seguiram-se Pés Nus Na Água Fria; As Máscaras Sobre o Fogo e As Lágrimas dos Vivos, e, no âmbito da poesia, Voos de Pássaro Cego, Exaltação do Prazer – Antologia Poética Portuguesa, Erótica, Burlesca e Satírica do Século XVIII, com selecção, prefácio e notas suas, e Cartografia de Ossos – Música Sem Partitura. Todos estes livros foram editados pela Vega. Para além de ficcionista e poeta é igualmente dramaturgo e ensaísta, tendo, em 2005, reunido alguns textos de crítica e intervenção literária no volume Desconstrutor de Neblinas. O seu livro mais recente, de teatro, Não Deixes que a Noite se Apague, foi distinguido com o Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno, de 2009. Tem textos de análise crítica publicados nas revistas, Vértice, Escritor, Revista Alentejo, Seara Nova, EntreLetras e Jornal do Brasil.

     13.78

    Largo da Mutamba

     13.78
  • Lisboa Secreta – A Capital do Quinto Império – 2.ª edição

    Sobre o livro
    A origem histórica e mítica, as gentes e os monumentos, as crenças e os segredos, os mistérios e as revelações, a evolução da cidade rumo ao cumprimento da Utopia feita V Império, promessa de Advento repetida de Bandarra a Fernando Pessoa, esta é a História não-contada da Capital de Portugal. Uma obra destinada a estudiosos ou a curiosos que procuram conhecer um pouco mais desta localidade milenar, nomeadamente a sua evolução toponímica, a relação com o rio Tejo e as sete colinas, os monumentos e a sua simbologia, o significado do brasão olisiponense e do Jardim Zoológico, os mistérios dos subterrâneos, para além de muitos outros segredos escondidos em plena vista.

     

    Sobre o autor
    Vitor Manuel Adrião nasceu em Lisboa em 26 de Novembro de 1959. Formado em História e Filosofia, antiga cadeira de Histórico-Filosóficas da F.L.L., dedica-se há mais de 30 anos à investigação histórica na área da simbologia e tradição portuguesa no período medieval, tendo coordenado vários cursos sobre História Sagrada de Portugal e visitas de estudo afins patrocinadas pela Academia de Letras e Artes e Universidade Lusófona. Estudioso da cultura do Termo ou dos Saloios, dedicou ao tema dezenas de artigos e vários livros publicados. Conferencista e escritor, com mais de 2000 palestras feitas, centenas de artigos publicados e 40 livros editados, periodicamente colabora em emissões de rádio e televisão, jornais e revistas nacionais e estrangeiras. Autor da História Oculta de Portugal e da História Secreta do Brasil, editadas em São Paulo, a sua prestação cultural ao Brasil valeu-lhe em 2002 receber o título perpétuo da Cadeira Histórica e Cultural, certificando-o Comendador, da Sociedade de Estudos de Problemas Brasileiros. Em 2010 o Grande Oriente do Brasil concedeu-lhe a medalha e o diploma de Mérito de Honra.

     18.55
  • Lisboa, o Fado e os Fadistas – 3ª edição

    Sobre o livro
    A história da cidade na história do fado ou vice-versa, este magnífico documento que mereceu de David Mourão-Ferreira a designação de «obra indispensável» aparece em nova edição revista e ampliada, com iconografia renovada e enriquecida. É um dos estudos mais detalhados que entre nós se fizeram da relação da cidade com o género musical que desde há séculos lhe está associado, os acontecimentos históricos, as raízes do género nos ritmos africanos mas, sobretudo, da análise sociológica da popularização e segmentação social que se repercute no alcance que o fado teve ao longo da sua existência em Portugal. Para além do estudo histórico inclui ainda uma antologia de poemas dos mais famosos fados, biografias dos mais famosos fadistas desde as lendas como a famosa Severa aos contemporâneos (Mariza, Camané, etc.), testemunhos de personalidades a ele ligadas e um detalhado roteiro dos locais da cidade ligados ao fado.

     

    Sobre o autor
    Eduardo Sucena tornou-se conhecido sobretudo pelos seus trabalhos na área da Olisipografia, parte dos quais foram incluídos no Dicionário da História  de Lisboa (1994), que dirigiu em colaboração com o Dr. Francisco Santana. Organizou e escreveu a Introdução das Obras Clásicas para la Historia de Lisboa (Fundación Historica Tavera, Madrid (1998). Colaborou na Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura – Edição Século XXI e o seu livro Lisboa, o Fado e os Fadistas (Vega) foi distinguido com o Prémio Júlio Castilho (1992), de olisipografia, pela Câmara Municipal de Lisboa. Também interessado na história das Ordens Militares, efectuou pesquisas, em Portugal e Espanha, de que, entre outros trabalhos, resultou esta obra, com a qual contribui para o enriquecimento da bibliografia nacional sobre uma matéria tão polémica como apaixonante, pondo em paralelo a acção dos cavaleiros templários portugueses com a dos seus “irmãos” em França e no Ultramar (Médio Oriente).

     28.35
  • Lobos do Mar – 7.ª edição

    Sobre o livro
    Filho de um multimilionário americano, irritantemente presunçoso, impertinente e malcriado, Harvey estava bem longe de imaginar que de uma tão simples prosápia como fumar um charuto pudesse resultar uma tão grande modificação da sua vida. No entanto, assim aconteceu. Após ter desmaiado no convés do paquete de luxo que o levava à Europa, desperta a bordo de uma frágil embarcação de pesca na companhia de um pescador português chamado Manuel que pertence a um navio pesqueiro. Menosprezando o seu dinheiro e posição o capitão Disko Troop redulo  a um insignificante moço de limpezas e obriga-o a enfrentar a rude vida do mar. A literatura juvenil enriqueceu-se, ganhou novas cores e personagens com este clássico de Kipling. A tradução é de António Sérgio, notável ensaísta, crítico e pedagogo.  

     

    Sobre o autor
    Joseph Rudyard Kipling (1865-1936), escritor e poeta britânico, nasceu em Bombaim, Índia. Cresceu e foi educado em Inglaterra. Regressou à Índia para trabalhar nas delegações dos jornais britânicos. Iniciou a sua carreira literária em 1886 e rápida-mente adquiriu o estatuto de escritor do Império Britânico. Kim é a sua obra mais reconhecida. Para além de contista exímio dedicou-se à escrita de livros juvenis entre os quais se destacam O Livro da Selva e Lobos do Mar. Em 1907 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto da sua obra literária.

     9.54
  • Lotte em Weimar – O Regresso da Bem-Amada – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Fascinado com o conceito de génio e com a riqueza da alma nacional do seu país, Thomas Mann encontrou em Johann Wolfgang von Goethe a personalização dessa alma, num tempo em que o confronto do classicismo com o romantismo e o nacionalismo nascentes tornavam os traços característicos da mesma particularmente evidentes. O romance Lotte em Weimar – O Regresso da Bem-Amada foi originalmente publicado em 1940, sendo esta a sua primeira tradução portuguesa. Trata-se de uma obra-prima, uma verdadeira jóia da literatura contemporânea, talvez o romance mais estruturado e extraordinário de Thomas Mann, em que estão pre-sentes todas as contradições e todos os mitos da vida alemã do século XIX e em que, ao mesmo tempo, se adivinham as fraquezas e mesmo os abismos presentes na Alemanha da primeira metade do século XX.

     

    Sobre o autor
    Nascido a 6 de Junho de 1875 em Lubeque, Alemanha, numa família abastada de mercadores, Thomas Mann recebeu em 1929 o prémio Nobel de Literatura. Após a fase da juventude, Mann acabou por aderir a ideais mais democráticos, e repudiou acerbamente a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha, em 1933, ano em que buscou asilo na Suíça. Com o eclodir da Segunda Grande Guerra, em 1939, emigrou para os Estados Unidos. Gravou então uma série de discursos anti-nazis que foram emitidos pela BBC. Em 1944 naturalizou-se cidadão americano. Curiosamente, faria parte da famigerada lista negra do macartismo, como suspeito de comunismo, acusação infundada e paranóica. Acabou por retornar à Suíça em 1952, onde viria a morrer em 1955. Intérprete nato do clima social e político do século XX, as suas obras, das quais avultam Morte em Veneza (1912), A Montanha Mágica (1924), Doutor Fausto (1947), O Eleito (1951), bem como Lotte em Weimar – O Regresso da Bem-Amada (1940), são marcos da história da literatura do século XX.

     18.02
  • Maurice, ou a Cabana do Pescador

    Sobre o livro
    Na sua única obra para os leitores mais novos, Mary Shelley – a célebre criadora do monstro Frankenstein –, conta a história de um menino, Maurice, que, devido aos maus tratos do pai, foge da sua família e encontra refúgio na cabana de um velho pescador. Aí, apesar das provações, descobre o significado da bondade e da partilha e a admiração pela natureza. Depois da morte do seu amigo pescador, Maurice é abordado por um viajante que lhe revela acontecimentos com ligação ao seu passado.
    Desconhecido do grande público leitor durante muitos anos, foi só descoberto em 1997, este conto é agora revelado pela primeira vez aos leitores portugueses, numa esmerada tradução de Rogério Puga que subscreve também um prefácio em que contextualiza a obra na época e explora os seus temas e leituras. Por ser inédito, e pela sensibilidade e humanismo que se desprendem dele, Maurice, ou a Cabana do Pescador irá certamente conquistar o apreço de quem o ler.

     
    Sobre a autora
    Mary Wollstonecraft Shelley, nasceu em 30 de Agosto de 1797, em Londres, e faleceu em 1851. O segundo nome herdou-o da mãe, Mary Wollstonecraft, uma das primeiras sufragistas e defensoras dos direitos femininos, que morreu dez dias após o seu nascimento, razão pela qual, ela e a sua irmã Fany Imlay, foram criadas pelo seu pai, o filósofo William Godwin, que lhes ministrou uma educação encorajadora das ideias liberais e políticas que ele defendia. Em 1814 Mary Shelley inicia um relacionamento amoroso com Percy Bysshe, à altura casado, que lhe vale o ostracismo social londrino. Dois anos mais tarde, já casados, passam o Verão em Genebra, Suíça, onde Mary Shelley redige o esboço do seu famoso monstro, Frankenstein. Conquanto tenha sido essa a criação que lhe valeu mais fama e proveito, Mary Shelley escreveu muitas outras obras que a consagraram no mundo das letras, e de que serão de destacar, as seguintes: Valperga (1823), The Last Man (1826), The Fortunes of Perkin Warbecck (1830) e The Mortal Immortal (1833). 

     

     8.48
  • Memórias de um Brinquedo que se Partiu

    Sobre o livro
    Fruto de uma relação proibida, David move-se num meio familiar ambíguo e algo hostil onde a sua presença é imposta por um pai de dupla personalidade. Ainda que terminada, os reflexos da guerra no seu dia-a-dia são duros e obrigam-no a crescer antes do tempo. Sem a protecção que a sua idade exige, ele vale-se dos mais variados expedientes para acudir às suas necessidades e suprir as privações. Observador atento de tudo quanto o rodeia, vai-se apercebendo da natureza dos adultos, do seu comportamento e das suas fragilidades. A ideologia do Estado Novo também não lhe passa despercebida e cedo se consciencializa de que os valores em que ela assenta, Deus, Pátria e Família, são falaciosos. A crueza do mundo em que vive é grande mas não o abate. Antes pelo contrário, dá-lhe forças para suportar o presente e preservar a esperança num futuro melhor.

     

    Sobre o autor
    Assírio Bacelar iniciou a sua actividade editorial em 1972, e tem, nessa qualidade, exercido uma acção digna e empenhada que se salda pela revelação e publicação de muitos autores hoje indissociáveis da nossa cultura. A literatura infanto-juvenil está, desde o primeiro momento, nas suas preocupações e nessa senda escreve alguns livros. Entre os já publicados contam-se O Espantalho às Avessas (1992) e A Estrelinha da Manhã (1996), ambos recomendados para leitura pelo IPBL, e traduzidos em língua búlgara. Outros dois, Leonardo e o PapagaioO Pequeno Herói da Travanca – Um História das Guerras da Restauração, mereceram o apoio da Câmara Municipal de Paredes de Coura e o melhor acolhimento das escolas desse Concelho pelo seu interesse didáctico e histórico. O quinto livro, penúltimo a sair, Rita e a Lenda da Lagoa das Sete Cidades encontrou igualmente a melhor receptividade nas várias escolas do país onde tem sido apresentado. Memórias de um Brinquedo que se Partiu é a sua primeira incursão na literatura para adultos.

     11.66
  • Metamorfoses da Cultura

    Sobre o livro
    Prefaciado por Miguel Real, um dos vultos incon-tornáveis da cultura em Portugal, e com a intervenção de vários e renomados académicos portugueses e brasileiros, o presente livro nasce do conjunto de reflexões sobre os numerosos desafios – comunica-cionais, epistemológicos, tecnológicos, políticos, iden-titários – colocados à cultura na contemporaneidade. Pela diversidade e profundidade de todas as interven-ções, pode considerar-se um livro da maior impor-tância não só para um debate e esclarecimento das várias questões que levanta mas também pelas muitas hipóteses de interpretação que propõe.
     

    Sobre os autores
    Ligados a várias universidades de Portugal e do Brasil ou a instituições culturais, e autores de importantes obras publicadas, eis os nomes dos intervenientes neste livro: Miguel Real (escritor e investigador do CLEPUL), José Eduardo Franco (medalha de Mérito Cultural), Guilherme d´Oliveira Martins (Presidente do CNC), Moisés de Lemos Martins (Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Univ. do Minho), Fernando Pereira Marques (autor do livro De Que Falamos Quando Falamos de Cultura), Tito Cardoso e Cunha (Professor Emérito da UBI), Urbano Sidoncha (Diretor do Mestrado em Estudos de Cultura da UBI), Albino Rubim (ex-Secretário de Cultura do Estado da Bahia), Messias Bandeira (Diretor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências, da UFBA), Edilene Matos (membro da Academia de Letras da Bahia), Annamaria Palacios (membro do Programa Multidisciplinar Pós-Cultura, da UFBA) e José Roberto Severino (Coordenador do Programa Multidisciplinar Pós-Cultura, da UFBA).  

     15.00
  • Não Há Alternativa – Trinta anos de propaganda económica

    Sobre o livro
    Durante anos e anos, sucessivos governos, nacionais e estrangeiros, foram explicando a quem os queria ouvir que tínhamos criado um Estado social insustentável,  nos tínhamos todos endividado para além de limites razoáveis, e que agora, para retomarmos o caminho da prosperidade, não havia outra solução que não fosse reduzir as despesas públicas, desregulamentar os mercados financeiros, liberalizar o comércio externo, estabilizar as taxas de câmbio, criar condições cada vez mais propícias ao investimento estrangeiro e abolir as participações do Estado nas empresas públicas, que, já se vê, teriam de ser privatizadas. Tudo isso, natural-mente, tinha de ser acompanhado por um certo número de receitas infalíveis: diminuir os direitos dos trabalha-dores, reduzir a segurança no emprego, eliminar o carácter gratuito – ou mesmo tendencialmente gratuito –do Serviço Nacional de Saúde e da Educação, congelar pensões sociais, etc. E tudo isso porque… NÃO HÁ ALTERNATIVA. Este livro ajuda-nos a compreender a época que estamos a atravessar e as mentiras que todos os dias nos contam.  

     

    Sobre os autores
    Professor agregado de economia, Bertrand Rothé é também autor de Lebrac, trois mois de prisons (2009), que recebeu o prémio Jean-Baptiste Botul. Lecciona na Universidade de Cergy-Pontoise. É responsável pelo blog «Il n’y a pas d’alternative» (http://www.marianne2.fr/ BertrandRothe/).

    Gérard Mordillat, romancista e cineasta francês, traba-lhou com o realizador Roberto Rossellini, e foi respon-sável pela página de literatura do jornal Libération. É autor de uma vasta filmografia, e de uma não menos importante obra literária, de que se destaca o recente romance Rouge dans la brume (2011).

     

     11.13
  • Notícias (Extravagantes) de uma Volta ao Mundo em 98 Dias

    Sobre o livro
    António António Graça de Abreu, historiador, tradutor e poeta tem uma vasta obra literária sobretudo debruçada sobre o multisecular relacionamento luso-chinês e a tradução para língua portuguesa dos maiores poetas da China Clássica, nomes como Li Bai, Du Fu, Wang Wei e Bai Juyi. Infatigável viajante, António Graça de Abreu percorreu, ao longo de 37 anos, todo o imenso território chinês e disso deu testemunho em livro. Continuando a viagem, agora num enorme navio, encontramos o autor a cumprir um itinerário de 98 dias de Volta ao Mundo, por oceanos e mares infindáveis, de Itália às Caraíbas, do Canal do Panamá a San Francisco, da Polinésia à Austrália, de Singapura à Índia, do Dubai à magia rósea de Petra. Por fim, o regresso pelo Canal do Suez, o Egipto e novamente Itália. Neste livro original, vamos encontrar os textos breves, as notícias dessa extravagante jornada, acompanhadas por seis dezenas de fotografias, mais uns leves poemas escritos ao sabor dos dias e dos meses. Tudo numa escrita fluida, desenvolta e fascinante, estendida, desdobrada por sucessivos lugares e regiões de cinco continentes. O viajante caminha na descoberta da vastidão da terra e das mil gentes, dilui-se na paisagem, faz também a viagem pelo interior de si mesmo.
     

    Sobre o autor
    Extraordinário viajante, António Graça de Abreu (n. 1947) viveu e trabalhou nos anos setenta e oitenta do século passado em Pequim e Xangai, numa China em grande mudança e abertura para o mundo. Antes disso, muito jovem ainda, ancorara o seu existir, durante quase um ano de aprendizagem e labor, em Hamburgo, Alemanha. Depois, foram dois anos de dura experiência e sobre-vivência num contexto de guerra num Comando de Operações, na Guerra do Ultramar, norte, centro e sul da Guiné 1972/74. A infindável viagem continuou. Em tempos de quase maturidade, empreende agora a jornada de volta ao mundo, por prazer, para saciar o fulgor do olhar, para buscar a complexidade do entendimento, para conhecer a sombra da sua própria sombra. 

     13.78
  • Novos Media Novas Práticas

    Sobre o livro
    Programação e design, interacção e jogo, sintetização e simulação, são novas palavras de ordem da dinâmica cultural do presente, gestos e operações, dos mais automáticos aos mais criativos, onde a cultura e a tecnologia se cruzam. Interroga-se aqui o sentido mais profundo destas novas competências e práticas e a possibilidade de com elas emergir uma reinvenção da cultura e do gesto poético. Os textos reunidos neste volume reflectem o trabalho apresentado no seminário Novos Media Novas Práticas, organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens da Universidade Nova de Lisboa (CECL, UNL), com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a Fundação Calouste Gulbenkian.

     

    Sobre os autores

    António Ramires Fernandes – Doutorado em Informática – Inteligência Artificial. Especialista na área de Computação Gráfica.

    Eric Alliez – Doutorado em Filosofia. Especialista nas áreas de Estética e Pensamento Contemporâneo Membro do Centre for Research in Modern European Philosophy (Universidade de.Kingston, Londres).

    Friedrich Kittler – Doutorado em Ciências Literárias. Especialista na área da Teoria e História dos Media.

    Henrique Garcia Pereira – Doutorado em Engenharia de Minas. Especialista nas áreas da Engenharia Geológica e Tecnologia do Ambiente.

    José A. Bragança de Miranda – Doutorado em Comunicação e Cultura. Especialista nas áreas da Teoria Cultura e Cibercultura.

    José Augusto Mourão – Doutorado em Estudos Literários. Especialista nas áreas da Semiótica e do Hipertexto.

    Maria Teresa Cruz – Doutorada em Comunicação e Cultura. Investigadora nas áreas da Estética dos Media e da Teoria da Arte.

    Peter Weibel – Artista e Curador, em especial no domínio da media art, performance e arte vídeo. Especialista nas áreas de Media Art e de Arte e Ciência. Director do Zentrum Für Kunst und Medientechnologie (Karlsruhe).

     11.02
  • O Adeus ao Império – 40 Anos de Descolonização Portuguesa – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Quarenta anos volvidos sobre processos e acontecimentos que tiveram um impacto estruturante, quer no Portugal democrático, quer nas nações que dele emergiram, e que pelo caminho cruzaram muitas esperanças com não poucos traumas, é tempo de fazer não apenas um balanço crítico, mas, sobretudo, de contribuir para aumentar a compreensão do fenómeno com-plexo que foi a descolonização portuguesa. É este o desafio que o presente volume tenta concretizar: oferecer ao público um conjunto de ensaios que permita situar o problema da descolonização de forma menos emotiva, dando ao mesmo tempo conta dos avanços que a investigação histórica tem produzido. Com este propósito, o livro procura abranger, de forma transversal, os vários temas que uma análise da descolonização portuguesa tem, forçosamente, de abordar: a génese e a evolução das diversas organizações anticoloniais, bem como a emergência de um sentimento anticolonial no seio da oposição portuguesa ao regime de Salazar; a situação militar nos diferentes cenários do conflito colonial em vésperas do 25 de Abril de 1974; o impacto decisivo das transformações internas na metrópole portuguesa, em 1974-75, sobre o pro-cesso de descolonização; o contexto internacional e a sua influência nesse mesmo processo; as formas variadas como este se desenrolou nos diferentes territórios do império português; o fenómeno da deslocação maciça dos ex-colonos para Portugal; as estratégias de construção da memória da descolonização no imaginário português.  

     

    Sobre os autores
    Esta obra reúne treze ensaios de reputados historiadores e investigadores portugueses e de especialistas anglo-saxóni-cos e africanos. Esta pluralidade de sensibilidades possibi-litou uma abordagem mais abrangente e multifacetada de um período crucial da história de Portugal e das suas ex-colónias.

    A coordenação da obra esteve a cargo de Fernando Rosas, professor catedrático do Departamento de História da FCSH-    -UNL e investigador integrado do IHC da Universidade Nova de Lisboa, Mário Artur Machaqueiro, investigador integrado do IHC da Universidade Nova de Lisboa e Pedro Aires Oliveira, professor auxiliar no Departamento de História da FCSH-UNL e vice-presidente do IHC da Universidade Nova de Lisboa.

     

     21.20
  • O Cavalo Preto – 3.ª edição

    Sobre o livro
    O Cavalo Preto é um belo potro, elegante, dócil, inteligente e sensível, que qualquer pessoa gostaria de ter por companheiro. Descendente de um grande vencedor de corridas, teve uma educação esmerada em virtude da qual aprendeu a respeitar e a estimar os outros animais e os homens. Todavia há quem, levado pela ganância ou pelo egoísmo, não compartilhe tais sentimentos e chegue ao ponto de exercer sobre ele sevícias e brutalidades a todos os títulos condenáveis. Uma obra recheada de ternura e poesia que patenteia igualmente uma severa crítica ao egoísmo e brutalidade com que eram, e em muitos casos ainda hoje são tratados, os cavalos, tanto a nível doméstico como a nível de competição.  

     

    Sobre a autora
    Anna Sewell (1820-1878) nasceu em Norfolk, Inglaterra, a 30 de Março de 1820. Sua mãe era escritora e o seu pai um modesto comerciante. Mercê dos fracos recursos financeiros de ambos, cedo conhece as tristezas de uma vida difícil. A fragilidade da sua saúde ensombreia-lhe ainda mais a existência, vedando-lhe o acesso a uma vida sã e normal como a de tantas outras raparigas da sua idade. Certo dia, ao regressar da escola, fractura uma perna. Vítima de um tratamento inadequado, Anna fica inválida para sempre. Para se deslocar a casa, muito distanciada da cidade, o pai compra-lhe um carrinho com um pónei. É ao guiar este carrinho que Anna concebe a história do seu Cavalo Preto (Black Beauty). Publicado em 1877, esse romance vem a conhecer rapidamente um êxito extraordinário. Anna porém, pouco goza dessa glória: morrendo um ano depois dessa publicação mal tem tempo para se aperceber do efeito da sua maravilhosa dádiva à literatura.

     7.93
  • O Cónego Manuel das Neves. Um Nacionalista Angolano (Ensaio de Biografia Política)

    Sobre o livro
    Considerado como uma figura relevante da história de Angola, o cónego Manuel das Neves notabilizou-se pela rara coragem com que inscreveu o seu nome nas lutas de independência desse país. Indignado com as iniqui-dades e prepotências exercidas sobre o seu povo, come-çou por as denunciar do alto do seu púlpito mas foi sobretudo na condição de vogal efectivo do Conselho do Governo da colónia, lugar que ocupou em 1945, que a sua voz se levantou com mais ímpeto. Mais tarde, não hesitou em inspirar a “rebelião de 1961” e apoiar as activi-dades da UPA, por achar que mais do que padre tinha a obrigação de defender um povo oprimido. Essa tão difícil decisão, entre o dever eclesiástico e a luta pela inde-pendência de Angola, valeu-lhe naturalmente a prisão e a reclusão até ao fim dos seus dias.
     

    Sobre o autor
    José Manuel da Silveira Lopes licen-ciou-se em História, pela Faculdade de Letras de Lisboa, em 1969. Elaborou e apresentou então, sob a orientação do Prof. Jorge Borges de Macedo, uma dissertação sobre história medieval de Portugal. Esteve ligado a projectos de investigação, em colaboração com os Professores A. H. Oliveira Marques e Vitorino Magalhães Godinho. Sob a direcção deste último traduziu um manual universitário de história da China, O Mundo Chinês. Recentemente, dedicou-se ao estudo e divulgação de temas da história de Portugal. Participou na publicação de estudos sobre a história da CP no último século (2010) e publicou, em 2014, Misericórdia do Barreiro (1900/2012).

     18.02
  • O Declínio da Mentira – 5.ª Edição

    Sobre o livro
    O Declínio da Mentira, sendo um texto que vale por si próprio, inscreve-se numa longa tradição do pensamento ocidental, ou seja, a da permanente tensão entre a arte e a vida. Em si mesma esta contradição é irresolúvel, mas sempre que surge é de uma forma dramática. Basta pensar na acusação radical que Platão endereçou aos poetas, e a sua sentença sumária de que deveriam ser expulsos da Cidade. Na modernidade é com Nietzsche que se dá a inversão de tendência, passando a arte – a ficção – a mais verdadeira que a «verdade» porque sabe que trabalha com mentiras, enquanto os que defendem  a verdade não o sabem. Oscar Wilde é eminentemente moderno neste texto, e a sua ironia profunda realiza todo o programa do romantismo, sumariado na famosa definição de Yeats: «A verdade é beleza, a beleza é verdade». Esta identidade é, porém, sempre precária e, de certo modo, o esteticismo de Wilde é o melhor sinal dessa precaridade, pois a vida não sofre lições da arte, embora seja a arte que a «salva» na sua melhor forma. Entre a afirmação de Wilde de que «a derradeira revelação é que a mentira, o acto de contar belas coisas não verdadeiras, é o propósito exclusivo da arte» e o paradoxo de Pessoa para quem «o poeta é um fingidor,/que chega a fingir que é dor/a dor que deveras sente», surge uma superação do esteticismo, que deixa entrever o sofrimento como a verdade da arte, e não o belo. O Declínio da Mentira, de Oscar Wilde, é um ponto de passagem essencial para pensar esta questão.  

     

    Sobre o autor
    Oscar Wilde (1854-1900) foi o maior escritor da Inglaterra vitoriana. Embora nascido na Irlanda, cedo assumiu um papel central na cena londrina por meio da sua excentricidade e extremismo de convicções e posições em relação à hipocrisia da sociedade da era da Rainha Vitória. Ligado ao movimento esteticista, ao qual deu corpo a partir das doutrinas de Walter Pater, importou de forma adaptada as correntes mais inovadoras da Europa continental, nomeada-mente o simbolismo, e tornou-se no mais celebradamente discutido dramaturgo da altura, com peças tão relevantes como A Importância de Se Chamar Ernesto ou Salomé. Algumas das suas provocações doutrinárias no domínio da Estética («A vida imita a arte», por exemplo) tornaram-se em dogmas dos tempos modernos. Além de alguns ensaios, dois títulos seus assumem particular importância: O Retrato de Dorian Gray e Carta a Lord Douglas.

     8.48
  • O Direito dos Católicos Recasados à Comunhão Eucarística

    Sobre o livro
    O presente livro corresponde ao desenvolvimento de conferências proferidas sobre o tema da comunhão eucarística dos católicos que, divorciados de cônjuges com quem contraíram matrimónio na Igreja Católica, deles se divorciam e voltam a casar. Como católico que passa por essa experiência e vive na vivência quotidiana da fé católica a proibição de comungar na missa dominical o autor, correspondendo ao apelo do Papa Francisco para uma participação empenhada de todos os católicos nas questões ligadas ao recente Sínodo sobre a Família Católica no século XXI, apresenta um texto pensado e maturado sobre o tema. Fiel à autoridade de Roma repensa e revê os fundamentos e as soluções vigentes na doutrina e na pastoral da Família e dos Sacramentos mostrando que a recusa da comunhão a estes católicos parece não fazer sentido nas sociedades actuais e não é compreendida pelas comunidades de crentes. Apresenta, finalmente, propostas para a revisão da proibição de comungar imposta aos católicos recasados contribuindo para o fortalecimento do Catolicismo como fé instruída e universal.  

     

    Sobre o autor
    José Eduardo Vera-Cruz Pinto nasceu em Luanda, Angola, em 1961. É Professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Europeia de Lisboa e professor convidado em outras universidades. Membro do Conselho Superior da Magistratura (2004 -2016); do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (2016-2020); da Direcção da Confederação das Associações de Família (CNAF); é Académico correspondente da Academia Portuguesa da História (2016). Investigador coordenador de projectos sobre o Direito e a Justiça e autor de obras didácticas, de investigação e de divulgação no âmbito do Direito, da Filosofia, da Cibersegurança e da História e mantém uma intensa actividade docente, de investigação, e de cidadania. Director da Revista de Direito Romano e Tradição Romanística Interpretativo Prudentium integra as comissões editoriais de várias revistas jurídicas e universitárias.

     12.72
  • O Eleito – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Refundição da lenda de São Gregório, o Édipo cristão, outrora fixada por Hartmann von Aue numa epopeia medieval. Nascido do incesto, recai no pecado como no vício, e após longa penitência chega a Papa. Esta fábula, cujo herói é o santo, denuncia a necessidade perversa do pecado no círculo cristão. Todo o homem, nascido   do pecado original, entre as fezes e as urinas (Santo Agostinho), e do âmnio terrivelmente carnal, tem a possibilidade e o dever de se redimir e de se elevar espiritualmente ao divino, consagrando o estatuto de semi-deidade que lhe é competido neste mundo. Thomas Mann, um dos maiores escritores do nosso tempo, distinguido com o Prémio Nobel em 1929, revela aqui uma acutilante penetração da ideologia cristã e dos mais profundos mitos humanos, evidentemente traumá-ticos e pujantes.      
     

    Sobre o autor
    Nascido a 6 de Junho de 1875 em Lubeque, Alemanha, numa família abas-tada de mercadores, foi prendado em 1929 com o prémio Nobel. Ao arrepio da juventude, Mann acabou por aderir a ideais mais progressistas, e repudiou acerbamente a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha, em 1933, ano em que buscou asilo na Suíça. Com o eclodir da Segunda Grande Guerra, em 1939, emigrou para os Estados Unidos. Gravou então uma série de discursos anti-nazis que foram emitidos pela BBC. Em 1944 naturalizou-se cidadão americano. Curiosamente, faria parte da famigerada lista negra do macartismo e suspeito de comunismo, acusação infun-dada e paranóica. Acabou por retornar à Suíça em 1952, onde viria a morrer em 1955. Intérprete nato do clima social e político do século XX, as suas obras, das quais avultam Morte em Veneza (1912), A Montanha Mágica (1924), Dr. Fausto (1947) e O Eleito (1951), são marcos da história da literatura do século XX.  

     18.02
  • O Futuro da Escola Pública

    Sobre o livro
    Poucos serão os que desconhecem que a política dos nossos últimos governos, no domínio da educação, se tem caracterizado por medidas diversas, impostas pela calada e coercivamente, que longe de melhorar o sis-tema de ensino, têm vindo a desestabilizá-lo e a piorá-lo. Particularmente no que respeita à Escola Pública de matriz democrática parece até haver um propósito deliberado de a desmantelar e de favorecer o ensino privado. Em nome dos imperativos economicistas impostos pela Troika e servilmente aceites pelos últimos governos, desinveste-se cada vez mais na educação, reduzindo drasticamente o número de professores, das escolas, ajuntando estas em disfuncionais mega-agrupamentos, e, pior do que isso, humilhando os docentes com provas de avaliação desajustadas aos seus currículos e ofendendo os seus legítimos direitos. Com a coragem e frontalidade que se lhe reconhece, Mário Nogueira subscreve um livro que é um libelo acusatório das más políticas seguidas em tão importante domínio mas que não se esgota aí, contendo também preocupações comuns à maioria dos docentes e propostas construídas nas muitas reuniões e contactos que tem tido com todos os agentes educativos. Chamar a atenção para os perigos que espreitam a Escola Pública e apresentar propostas que constituam uma alternativa para o seu futuro, é outro dos seus propósitos.  

     

    Sobre o autor
    Mário Nogueira nasceu em Tomar em 1958. O percurso no liceu e a vontade de procurar a sua autonomia levou-o a recusar o ano de serviço cívico e a entrar para a Escola do Magistério Primário de Coimbra em 1975. Pelo caminho ficaram anos de associativismo estudantil. Trabalhou em diversas escolas do distrito de Coimbra. Concluiu a licenciatura já na Escola Superior de Educação de Coimbra. O seu envolvimento na vida associativa tornou-o dirigente do SPRC, depois da FENPROF e, mais tarde, da CGTP. É professor em Coimbra, Secretário-geral da FENPROF, membro da Coordenação do SPRC e também do Conselho Nacional e Comissão Executiva da CGTP.

     11.66
  • O Futuro da Guerra

    Sobre o livro
    No que diz respeito à guerra, o futuro está aí. Os novos instrumentos de combate e áreas de conflito que o desenvolvimento tecnológico exponencial dos últimos anos tem criado, embora mantendo muitos dos princípios que caracterizam a guerra já enunciados por Sun Tzu e Clausewitz, colocam em causa muitas das regras clássicas que nos habituámos a seguir. De todas as novas realidades e contextos que marcam os combates actuais e se desenvolverão na forma como marcarão os combates do futuro, destaca-se o ciberespaço com toda a panóplia de consequências que o distinguem, entre elas o facto de todas as guerras serem potencialmente globais. Mas já surgem desenvolvimentos no sentido de lhe serem conferidas novidades surpreendentes, como o regresso da regionalização no domínio da informação/ /comunicação, o que implicará uma revolução no enquadramento geopolítico mundial, e a intensificação, não se sabe até que limite, das capacidades neuropotenciadoras da digitalização, que poderá conduzir à ligação homem-máquina e a guerras em que as unidades de combate sejam verdadeiros supercomputadores, de que os cérebros humanos participarão.  

     

    Sobre o autor
    O general José Alberto Loureiro dos Santos nasceu em Setembro de 1936 e assentou praça na Escola do Exército em 1953. Foi Comandante-chefe das Forças Armadas da Madeira, Diretor do Instituto de Altos Estudos Militares, Chefe do Estado-Maior do Exército, Encarregado do Governo e Comandante-Chefe de Cabo Verde, Secretário Permanente do Conselho da Revolução, Ministro da Defesa Nacional (nos IV e V Governos Constitucionais), membro do Conselho da Revolução, e membro (cooptado) do Conselho Geral da UNL. É sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa, membro do Conselho Científico do Centro de Investigação de Segu-rança e Defesa do Instituto de Estudos Superiores Milita-res (IESM) e do Conselho de Honra do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP). Tem 17 títulos publicados, na área da estratégia, segurança, defesa, história e relações internacionais.

     11.66

    O Futuro da Guerra

     11.66
  • O Futuro da Justiça

    Sobre o livro
    Este livro apresenta a visão do autor quanto a uma reforma radical e geral das estruturas judiciárias e do modelo judicial vigente. Partindo da sua experiência como professor de Direito e como membro do Conselho Superior da Magistratura, defende uma ruptura com os pressupostos ideológicos e institucionais que condicionam os tribunais e o trabalho dos juízes. Assim, propõe alterações no ensino superior universitário do Direito a partir da reforma da Universidade; alterações no Orça-mento de Estado para dar um orçamento próprio à Justiça executado pelo Conselho Superior de Magistratura e com contas a prestar directamente ao Parla-mento; uma unificação dos vários tribunais numa estrutura única de poder judicial, com diversidade organizativa; novas regras quanto à exclusividade; informatização dos tribunais; comunicação da justiça; independência dos juízes; e desjudicialização.

     

    Sobre o autor
    José Eduardo Vera-Cruz Pinto nasceu em Luanda-Angola em 1961. Professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Lusíada de Lisboa e professor-convidado de outras universidades europeias, brasileiras e angolanas, é membro do Conselho Superior da Magistratura desde 2004. Com várias obras didácticas, de divulgação e de investigação nas áreas da História, da Filosofia e do Direito, mantém uma intensa actividade docente, de estudo, associativa e de cidadania centrada na Justiça e na sua realização. Pertence a comissões editoriais  de várias revistas jurídicas nacionais e estrangeiras e desenvolve projectos de investigação multidisciplinar em várias áreas com destaque para a família, a interioridade e os meios não-judiciais de fazer justiça.

     13.78
  • O Futuro da Religião – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Uma religião constitui o sistema de princípios, preceitos, ritos e dogmas por que o homem intenta ilusoriamente fazer falar, tornar audível e até visualizar a Presença. Neste sentido, o futuro da religião é tão eterno quão eterno é o homem. Enquanto a humanidade persistir, a religião persistirá, não por ser verdadeira, mas por dar resposta humana à abertura, à transcendência da Presença íntima sentida pelo homem. Não haverá civilização tecnocientífica capaz de esmagar este sentimento do sagrado e quanto mais uma sociedade for dominada pelo espírito científico e tecnológico mais intensamente nela vibrará a necessidade de um espaço mental dedicado às questões do espírito e da religião. Sente-se o sentimento do sagrado como uma emoção natural presente no íntimo da consciência humana, ainda que culturalmente construída, dando assim origem às diversas religiões. Tal como as restantes emoções básicas, a emoção que projecta no nosso interior a fé, ou a suspeita da existência de um “outro mundo”, violador e superador das leis físicas, aqui designado por Presença, ou Presença compaixativa, é igualmente natural e cor-responde a uma disposição fisiologicamente inata de resposta a estímulos extraordinários, em situação-limite.

     

    Sobre o autor
    Miguel Real, investigador do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusó-fonas Europeias da Universidade de Lisboa, publicou, nos anos recentes, Introdução à Cultura Portuguesa (2011), O Pensamento Português Contemporâneo. 1890-2010 (2011), Nova Teoria do Mal (2012), O Romance Português Contemporâneo. 1950-2010 (2012), Nova Teoria da Felicidade (2013), Comentário à “Mensagem” de F. Pessoa (2013) e Nova Teoria do Sebastianismo (2014). Recebeu vários prémios de relevo, entre os quais se destacam: Prémio Revelação Ficção da Associação Portuguesa de Escritores; Prémio Revelação de Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores; Prémio Fernando Namora de Literatura; Prémio Ficção Ler/Círculo de Leitores e Prémio Ficção da Sociedade Portuguesa de Autores.

     11.66
  • O Futuro da Representação Política Democrática

    Sobre o livro
    Esta é uma época paradoxal. Por um lado, desde a terceira vaga de democratização à escala mundial, que começou com o 25 de Abril de 1974, temos hoje provavelmente o maior número de sempre de democracias no mundo. Porém, por outro lado, «avolumam-se vários sinais de crise nos regimes democráticos representativos (…), nomeadamente, ao nível do núcleo duro destes regimes no Ocidente.» Há a clara e firme perceção (…) «de que estamos numa fase de transição para algo diferente. Todavia, há uma grande indefinição sobre o perfil dos novos regimes que resultarão desta transição (…).» «Os diferentes capítulos do livro apresentam sempre evoluções prováveis, mais ou menos positivas (e mais ou menos desejáveis do ponto de vista normativo), consoante os cenários traçados, embora pudéssemos descrever cada um dos estudos segundo uma tónica dominante mais otimista ou mais cética, quer quanto às tendências atuais, quer quanto às perspetivas futuras (…).» «Há, porém, pelo menos um forte traço de união entre os vários capítulos: (…) em estudo algum, perpassa a ideia de que não há alternativas mais democráticas face ao statu quo, rejeitando-se assim sempre a ideia de ‘não há alternativa’ em prol da ideia cara aos ativistas e teóricos alter-mundialistas de que ‘outro mundo é possível’.»

     

    Sobre os autores
    Sob a coordenação de André Freire (ISCTE-IUL e CIES-IUL), um conjunto de prestigiados académicos, especialistas em cada domínio, escreve sobre «O futuro da representação política democrática»: as perspetivas futuras para a democracia (André Freire), a representação parlamentar (Cristina Leston-Bandeira, Universidade de Hull – Reino Unido, e Tiago Tibúrcio, CIES-IUL), os partidos (Marco Lisi, FCSH-UNL e IPRI-UNL), os sindicatos (Elísio Estanque, Hermes Costa e Manuel Carvalho da Silva – FE-UC e CES-UC) e os movimentos sociais (Britta Baumgarten, CIES-IUL). Adicionalmente, José Pedro Teixeira Fernandes, do ISCET e IPRI-UNL (Europeização), e Emmanouil Tsatsanis, do CIES-IUL (Globalização), escrevem sobre o futuro da representação política democrática ao nível da UE e do mundo, duas arenas fundamentais onde se joga o futuro da democracia.

     18.55
  • O Futuro dos Direitos Humanos

    Sobre o livro
    O futuro dos direitos humanos? Negro, negro como o presente se não forem alteradas radicalmente as perspectivas e as práticas que actualmente os envolvem. Passando os olhos pelos direitos humanos estabelecidos na Declaração Universal assinada pelos membros da Organização das Nações Unidas, salta aos olhos que todos os direitos humanos, incluindo o mais sagrado, o direito à vida, estão submetidos a um único: o direito à propriedade. Mas não à propriedade elementar: estão submetidos ao direito à grande propriedade, que é o mesmo que dizer aos grandes negócios, à especulação, à evasão fiscal, numa única palavra, ao Mercado. Neste cenário, todos os direitos humanos, menos esse, o direito à grande propriedade, são agredidos a pretexto da defesa dos direitos humanos. Desta inversão de valores resulta que direitos humanos elementares como o direito à vida, ao salário, ao emprego, à segurança social, ao ensino gratuito, à saúde universal, à circula-ção, à informação, à habitação são vítimas das condições impostas para que o direito à liberdade do Mercado prevaleça. A crise que atinge a União Europeia é a montra mais óbvia dessa situação, mas como a crise se vem transformando em regime, embora o processo esteja a sofrer de sobressaltos, as perspectivas sobre o futuro dos direitos humanos continuam negras.

     

    Sobre o autor
    José Goulão nasceu em 1950 em Castelo Branco. É escritor e jornalista. Iniciou-se profissionalmente no jornalismo no diário A Capital. Pertenceu aos quadros do jornal O Diário e prosseguiu a sua carreira no Diário Económico e Valor. Fundou a revista Volta ao Mundo e refundou a Vida Mundial, de que foi director. Esteve também ligado ao gabinete de comunicação do grupo Sporting. Colaborou pontualmente ou colabora ainda com alguns dos mais prestigiados órgãos de comunicação social, portugueses e estrangeiros (TSF, RTP e RTP Informação, SIC Notícias, TVI e TVI 24, RDP Antena 1, BBC e Radio France Inter), fazendo comentá-rios sobre a actualidade noticiosa. Publicou os livros Um Rei na Manga de Hitler (romance), Massacre e Resistência em Beirute, O Labirinto da Conspiração, Pagadores de Crises, Noções de Jornalismo, Eu Sou o Jornal e livros de divulgação da história do SCP.

     11.66
  • O Gigante Egoísta seguido de “O Príncipe Feliz” – 6.ª edição

    Sobre o livro
    Nesta obra, magnificamente ilustrada por Fátima Afonso, encontramos dois dos mais belos contos escritos para a infância: “O Gigante Egoísta” e “O Príncipe Feliz”. Neles Oscar Wilde lembra-nos que só através do Amor e da Partilha podemos alcançar a felicidade e fazermos com que a Primavera chegue a todos os corações, criando o Paraíso na Terra.

     

    Sobre o autor
    Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin a 16 de Outubro de 1854. Paradigma do dandy, porta-voz do esteticismo finissecular e protagonista de escândalos, Wilde gozou de enorme reputação como escritor na pudorosa sociedade vitoriana. Em 1884 casa com Constance Lloyd e nos anos seguintes publica várias obras em Londres, entre elas O Príncipe Feliz e Outros Contos e O Retrato de Dorian Gray (edição Vega, 2000), o seu único e aclamado romance. Wilde notabilizou-se à época especialmente como dramaturgo, com peças como Lady Windermere’s Fan, A Woman of No Importance, An Ideal Husband e The Importance of Being Earnest. É também autor de ensaios como A Alma do Homem Sob o Socialismo e O Declínio da Mentira, ambos publicados pela Vega. Depois de cumprir pena por “comportamento repreensível”, abandona a Inglaterra para sempre. Reside em França, Itália, e acaba por se fixar em Paris, onde vive modestamente sob o nome de Sebastien Melmoth até à sua morte, a 30 de Novembro de 1900.

     13.78
  • O Livro de Henoch. Outros apócrifos do Antigo Testamento e um apêndice de H. P. Blavatsky – 4.ª edição

    Sobre o livro
    «Henoch significa “Homem” ou “Humanidade” ou “Iniciado” ou “Sábio” ou “Vidente” ou “Adepto da Sabedoria Secreta” o que representa simbolicamente a natureza dupla do ser, humana e Divina, material e espiritual. O ensinamento de Henoch sobre a pré-existência do Filho do Homem e a profetização da Sua primeira vinda, são o único ponto de convergência manifestado por Jesus nos Evangelhos canónicos e no Evangelho segundo S. Tomé. Mesmo como apócrifo O Livro de Henoch deixou um legado importante na história da teologia tanto no judaísmo, cristianismo, islamismo mas sobretudo na teosofia.» (in prefácio de SOHAM Jñana)

     

    Sobre o autor
    «Livro de Henoch é o título dado a uma tradução, em língua etíope, surgida por volta de 500 d.C., de uma obra originalmente escrita parte em hebreu e parte em aramaico, atribuída a Henoch, o bisavô de Noé (Gn 5, 18-24), considerado o primeiro homem a não ver a morte passando directamente para a eternidade. Citado por Judas (Jd 14-15), é anterior à era cristã, provavelmente do período dos Macabeus (cerca de 160 a.C.). Há outros dois livros com o mesmo nome, uma versão em eslovaco antigo (que traduz do grego um texto de origem judia de data e autoria desconhecida), e uma em hebraico atribuído ao Rabi Ishmael ben Elisha (século I e II). Salvo na Etiópia, este livro é considerado como parte dos livros chamados de Apócrifos, termo que significa “escondido” ou “secreto”, reservado aos sábios entre o povo.» (in prefácio de SOHAM Jñana)

     13.78
  • O Livro dos Gatos (edição bilingue)

    Sobre o livro
    Venham conhecer Mister Mistofélix, o velho Fortunato que só quer dormir, e o Rufino Finório, que é um gato esquisito. Mas terão muita sorte se derem com o Mascarilho, criminoso perfeito que se ri da lei e que nunca ninguém consegue apanhar. O Livro dos Gatos, no original Old Possum’s Book of Pratical Cats, é uma colectânea de curiosos e animados poemas dedicados à psicologia e sociologia felina. Foram escritos nos anos 30 por T. S. Eliot e incluídos pelo próprio, sob o nome “Old Possum”, nas cartas que enviava aos seus afilhados. Em 1939, a editora que tinha o exclusivo da sua obra decidiu reunir e publicar 15 desses poemas sob a forma de livro. O sucesso foi imediato e as reedições, bem como as traduções para outras línguas, sucederam-se. Estes poemas ficariam ainda mais famosos a partir de 1981 com a sua adaptação ao musical Cats, de Andrew Lloyd Webber, um dos mais vistos de sempre em todo o mundo.

     

    Sobre os autores
    Thomas Stearns Eliot (1888-1965) nasceu em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos da América. Em 1914 foi viver para o Reino Unido, onde publicou o seu primeiro livro de poesia em 1917. Eliot recebeu o Prémio Nobel de Literatura, em 1948.

    Axel Scheffler nasceu em 1957, em Hamburgo, na Alemanha. Tornou-se mundialmente famoso com as ilustrações que fez para diversos livros infantis, e criou diversos bestsellers, incluindo a premiada série do Gruffalo. Vive em Londres.

    João Almeida Flor, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, das áreas dos Estudos Ingleses, Literatura Comparada e Tradução Literária, é um dos mais brilhantes tradutores portugueses de obras poéticas de literatura inglesa.

     

     16.96
  • O Menino do Tambor e Outros Contos

    Sobre o livro
    Pequenas histórias inspiradas em factos reais onde Mia Samba, pseudónimo de Palmira Reis, realça, entre outros aspectos, a atenção que os adultos devem dedicar às crianças no florescer da sua vida, a sensibilidade destas perante eles e o meio em que vivem, as descobertas que vão fazendo acerca dele e a ligação que com ele vão estabelecendo.

    As histórias de Mia Samba valem ainda pelos valores    e conhecimentos que transmite às crianças e pela ajustada interpretação ilustrativa que delas faz a desenhadora Filipa Barros.
     

    Sobre as autoras

    Palmira dos Santos Reis nasceu no Porto em 1961. Licenciada em História pela FLUP, deu aulas durante vários anos. Mudou-se para Lisboa e mais tarde para Luanda, Angola, onde passou alguns anos. Em Luanda apoiou projectos sociais, como Orfanatos, Hospitais e Associações de pessoas portadoras de deficiência física. O pseudónimo “Mia Samba” é uma homenagem às crianças e a Luanda onde viveu na Estrada da Samba.
     
    Filipa Barros nasceu em Lisboa a 12 de Dezembro de 1978. Licenciou-se em Psicologia e trabalhou em pro-jectos de âmbito educativo e cultural em distintas aldeias do norte de Portugal, em Lisboa e Madrid. Estudou Cinema e Ilustração e tem obras publicadas em Portugal e Espanha.  

     12.72
  • O Mistério de Ariana – 3.ª edição

    Sobre o livro
    Gilles Deleuze afirmou-se como um dos mais proeminentes filósofos europeus contemporâneos. Aliando um conhecimento rigoroso dos grandes textos da filosofia com uma originalidade marcante, é autor de uma obra singular que levou Foucault a dizer um dia que «o nosso século será deleuziano». Em Deleuze a filosofia com-prometia-se sem ambiguidades nem cedências com a vida, o que explica que se desdobre em temáticas completamente marginais à ortodoxia filosófica. O seu pensamento atravessava todos os domínios, mais ou menos estanques, passando pela política e a psicanálise, ou então pela arte. Lado a lado com análises da pintura de Francis Bacon ou de interpretações únicas sobre o cinema, permanecia um permanente interrogar da litera-tura, a que dedicou páginas memoráveis. O Mistério de Ariana é um excelente testemunho da intensidade filosófica de Deleuze.  

     

    Sobre o autor
    Gilles Deleuze, filósofo francês prematuramente desaparecido em 1995, numa idade em que muito dele havia a esperar, é autor de uma obra filosófica original com interpretações inovadoras de autores como Hume, Kant, Spinoza, Nietzsche e Foucault, e análises fascinantes baseadas nas literaturas de Proust, Sade e Lewis Carroll. Ponto culminante da sua obra é o livro Différence et Repetition editado em 1969. Merece destaque o tratado em dois volumes sobre o cinema Image-Mouvements (1982) e Image-Temps (1985). Em colaboração com F. Guattari, publicou livros que exerceram e continuam a exercer uma influência enorme: Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia (1972), Mille Plateaux (1980) e O Que é a Filosofia? (1991).

     9.54
  • O Olho e o Espírito – 10.ª edição

    Sobre o livro
    O infortúnio que levou à morte de Merleau-Ponty, interrompendo abruptamente os seus trabalhos, não impediu que a sua obra tenha vindo a ganhar crescente influência. Com retorno da fenomenologia, passada a maré estruturalista que tudo submergiu nos anos 60 e 70, redescobre-se a voz original e única de Merleau Ponty, de que o livro O Olho e o Espírito é testemunho exemplar. A relação do homem com a Natureza e com  os outros passa pelo ver, mostrando Merleau-Ponty, que fala da loucura da visão, que este é enigmático, que está aquém das formas com que queremos dominar a visão ou das próprias obras da visão. Revisitando a paisagem de Cézanne, Merleau-Ponty, neste livro, interroga a visão e pondera a pintura, o acto de pintar, metamorfose das formas e cores naturais nas cores e formas estéticas de um quadro, de um desenho…  

     

    Sobre o autor
    Maurice Merleau-Ponty, filósofo da geração de Camus ou de Sartre com quem criou a influente revista Les Temps Modernes, está de volta, não tanto pelo actual retorno da fenomenologia de que foi praticante e teórico exímio, como pela originalidade da sua obra. Desde 1942, em que publica A Estrutura do Comportamento, até à sua morte em 1961, ano em que saiu O Olho e o Espírito, a sua obra desdobra-se pela teoria fenomenológica, a política e a estética. Dos seus títulos destacaremos: Fenomenologia da Percepção (1945), Humanismo e Terror (1947), Sentido e Não-Sentido (1948), As Aventuras da Dialéctica (1955), Signos (1955). A estes tem de se acrescentar dois livros póstumos, preparados por Claude Lefort: O Visível e o Invisível (1964) e A Prosa do Mundo (1969).

     9.54
  • O Pássaro da Alma – 8.ª edição

    Sobre o livro
    Desta obra pouco se poderá dizer pois é pura e simplesmente belíssima. Um livro para todas as idades que nos explica de forma poética e única o que é a alma. É um texto essencial num mundo que muitos criticam pela crescente falta de valores e de uma moral. Este livro apela a um conhecimento do nosso mais íntimo e profundo sentir, explicando por via desse pássaro, clara metáfora, aquilo que sentimos, como o sentimos e porque o sentimos. Pela singeleza do conteúdo e pela estética do arranjo dos desenhos de Naama Golomb, é uma obra que tem ganho, desde a sua publicação em 1993, uma reputação internacional que levou a que fosse traduzida em mais de vinte cinco línguas, e em todos os países recebeu prémios e veio a tornar-se best-seller.

     

    Sobre a autora
    Michal Snunit, autora israelita, atingiu a fama com a obra O Pássaro da Alma. Daí para cá produziu dezenas de livros dentro do mesmo estilo que receberam inúmeros prémios em todo o mundo. Tem sido considerada uma das melhores escritoras infantis contemporâneas e a sua obra, originalmente destinada aos mais pequenos, tem vindo a ser lida por adultos com o mesmo prazer. Em Portugal foram publicados três livros seus, todos  eles sob a chancela Vega: O Pássaro da Alma, Vem e Abraça-me e De Mão Dada com Deus.

     10.60
  • O Pintor da Vida Moderna – 7.ª edição

    Sobre o livro
    É difícil imaginar hoje a possibilidade de, em algumas páginas, definir o pintor ou a pintura, o artista ou a arte da vida moderna, pós-moderna, contemporânea, ou como se queira chamar-lhe. Isto é, dirigir-se à actualidade, que sentimos como cada vez mais complexa, e traçar-lhe o retrato, a essa actualidade que temos cada vez mais dificuldade em convocar como realidade, em dizer como experiência, ou sequer em configurar como nome. Em 1863, Baudelaire ousou fazê-lo (ou pôde ainda fazê-lo) a respeito da arte e da vida a que então chamou «modernas». O texto O Pintor da Vida Moderna surge em três partes, em Le Figaro, a 26 e 29 de Novembro e a 3 de Dezembro de 1863, vindo a integrar mais tarde a colectânea dos escritos que Baudelaire por diversas vezes projectou e alterou, e a ser postuma-mente editado, em 1868, no volume intitulado L’Art Romantique. Não se tratando da primeira aparição do termo «moderno», tratou-se sem dúvida de uma das mais marcantes, inspirando inúmeros comentários pos-teriores, talvez pela aparição, essa sim, algo inaugural, da noção de «modernidade» e da sua tentativa de teori-zação, intrinsecamente associada, para Baudelaire, à missão contemporânea da arte, à sua condição e ao seu objecto.  

     

    Sobre o autor
    Charles de Baudelaire nasceu em Paris em 21 de Abril de 1812. Quando em 1867 faleceu na mesma cidade, o poeta das Flores do Mal (1857) tinha operado uma revolução na poesia, mas também na cultura europeia. Dos poetas modernos é certamente o mais popular e difundido, talvez porque ninguém como ele melhor apreendeu o “espírito do tempo”. De entre as suas obras poéticas é de referir os Pequenos Poemas em Prosa (1869). Na crítica de arte é  de referir as recolhas Curiosidades Estéticas e A Arte Romântica, avultando neste ciclo o texto sobre O Pintor da Vida Moderna. Destaque-se ainda esse livro belo e enigmático que é Os Paraísos Artificiais.

     10.60
  • O Que é um Autor? – 10.ª edição

    Sobre o livro
    Michel Foucault é um dos autores cuja influência mais se faz sentir no pensamento actual. A multiplicidade dos seus interesses, inseparável da recusa da filosofia e crítica do saber disciplinar, fazem dele um autor inclassificável, revelando o que o seu pensamento tem de exigente. O conjunto de textos reunidos neste pequeno volume tem hoje maior oportunidade do que quando da sua publicação, inserindo-se numa via que o próprio Foucault ajudou a abrir. Essa via tem a ver com o problema do sujeito, e a sua relação com a escrita, não simplesmente como problema estético mas enquanto forma de experiência moderna. Abrangendo todas as etapas do pensamento de Foucault, o conjunto dos textos dá uma visão da sua maneira de trabalhar, permitindo simultaneamente apreender a complexidade da problematização da subjectividade.

     

    Sobre o autor
    Michel Foucault (1926-1984) licenciou-se em Filosofia em 1948 na Sorbonne e em Psicologia em 1952 mas é com a publicação da sua tese de doutoramento, intitulada Histoire de la Folie à l’Âge Classique (1961), que começa uma car-reira ímpar em todo o pensamento contemporâneo, sendo nomeado em 1970 professor da cadeira de Histórias e Sistemas do Pensamento do Collège de France. Investiga-dor imaginativo e fecundo, até à sua morte publicou nume-rosas obras, de que destacamos apenas as seguintes: Raymond Roussel (1963), Naissance de la Clinique: une Archéologie du Regard Médical (1963), Les Mots et les Choses: une Archéologie des Sciences Humaines (1966), L’Archéologie du Savoir (1969), L’Ordre du Discours (1971), Surveiller et Punir: Naissance de la Prison (1975), La Volonté de Savoir (1976), L’Usage des Plaisirs (1984), Le Souci de Soi (1984). A sua morte repentina impediu-o de publicar uma série de importantes estudos que ainda se encontram inéditos.

     12.72
  • O Teatro na Cultura Portuguesa do Século XX

    Sobre o livro
    Estudiosos e cultores da arte dramática, os autores Filomena Oliveira e Miguel Real, têm-lhe dedicado muito do seu saber e talento. Autores de várias peças, viram uma delas, Uma Família Portuguesa, distinguida com o Grande Prémio de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores/Teatro Aberto. O presente ensaio explora as relações entre os textos de teatro e a dinâmica intrínseca à cultura portuguesa, dando como princípio hermenêutico que toda a peça e todo o espectáculo interpelam a realidade conjuntural (social, política, religiosa, cultural) donde tiveram origem, da qual são testemunhas e para a qual, directa ou indirectamente, se destinam. Atravessando dez décadas da his-tória de Portugal, nele vamos encontrar grandes nomes da nossa literatura que ao teatro deram também o seu precioso contributo.

     

    Sobre os autores
    Miguel Real, escritor, ensaísta e investigador do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas Europeias da Universidade de Lisboa, publicou, nos anos recentes, Introdução à Cultura Portuguesa (2011), O Pensamento Português Contemporâneo. 1890-2010 (2011), Nova Teoria do Mal (2012), O Romance Português Contem-porâneo. 1950-2010 (2012), Nova Teoria da Felicidade (2013), Nova Teoria do Sebastianismo (2014) e O Futuro da Religião (2014). Recebeu vários prémios de relevo, entre os quais se destacam: Prémio Revelação Ficção da APE; Prémio Revelação de Ensaio da APE; Prémio Fernando Namora de Literatura; Prémio Ficção Ler/ /Círculo de Leitores e Prémio Ficção da SPA.

    Filomena Oliveira, dramaturga e encenadora, é co-autora com Miguel Real de Uma Família Portuguesa, Grande Prémio de Teatro SPA/Teatro Aberto (2008), Vodka e Cachupa, Menção Honrosa no Prémio de Teatro Bernardo Santareno, 2009 e O Julgamento de Sócrates, Menção Honrosa no Prémio de Teatro Inatel/ /Teatro da Trindade.

     

     14.84
  • Os Flagelados do Vento Leste – 3.ª edição

    Sobre o livro
    Considerado por muitos críticos como uma verdadeira obra-prima, este romance é dotado de uma estrutura e unidade impecáveis. Sem esforço e com interesse cres-cente, o leitor pode acompanhar detalhadamente a luta dramática que o povo da ilha de Santo Antão é obrigado a travar com as forças adversas da Natureza, a principal das quais é a seca, que se abate impiedosamente sobre as suas terras. Uma luta diária e insana pela sobrevi-vência onde sobressaem figuras de grande recorte hu-mano que não mais nos saem da memória. Quando o livro foi editado no Brasil, o crítico literário Múcio de Almeida, do jornal Folha Popular, emitiu a opinião de que a “genialidade” habitava em Manuel Lopes. Atributo reconhecido posteriormente por outros críticos dos mais diversos quadrantes e que despertarem o interesse de outros países, nomeadamente a Ucrânia, onde foi pu-blicada. Pode dizer-se, sem receio de exagero, que Os Flagelados do Vento Leste são um alto motivo de orgulho da língua portuguesa – e que se, por circunstâncias várias, se impusesse uma recolha, para a posteridade, de alguns títulos da nossa Literatura, decerto que este teria obrigatoriamente de nela figurar.
     

    Sobre o autor
    Manuel Lopes nasceu na Ilha de São Vicente (Cabo Verde) em 1907. Quando jovem, tentou estudos liceais em Coimbra, voltou à terra natal, mudou-se para os Açores e, finalmente, fixou-se em Lisboa onde morreu em 2005. Dotado   de um espírito irrequieto e agitador de ideias, colaborou em vários jornais de Cabo Verde, Notícias de Cabo VerdeClaridade, cujo primeiro número foi lançado em Março de 1936. No domínio literário como no sócio-político, procurou Manuel Lopes demonstrar principalmente que o homem cabo-verdiano tinha uma profunda consciência das insuficiências do seu meio, hostil por natureza, e como não se conformava com ele. Esse o aspecto mais relevante da sua obra.  

     18.55
  • Para Uma Epistemologia da Motricidade Humana

    Sobre o livro
    Para Uma Epistemologia da Motricidade Humana veio criar um novo paradigma, a motricidade humana, e anunciar uma nova metodologia para análise do desenvolvimento do corpo e exercício físico, assente no conhecimento científico, que provocou uma autêntica revolução no âmbito do ensino da educação física e do desporto. Da enorme importância desta obra resultou a criação da Faculdade de Motricidade Humana e a consagração de Manuel Sérgio como o nosso grande teorizador e filósofo do desporto.
     

    Sobre o autor
    Manuel Sérgio Vieira e Cunha nasceu em Lisboa, a 20 de Abril de 1933. É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e Doutor e Professor agregado pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Aposentou-se como Professor Catedrático convidado desta mesma Faculdade. Foi ainda Professor Catedrático convidado nas Faculdades de Educação Física e de Educação da Universidade Esta-dual de Campinas (Unicamp-Brasil). Ao longo da sua profícua carreira universitária foi distinguido com várias homenagens e condecorações. No Brasil, em 1990, foi-   -lhe atribuída a “Medalha de Mérito Desportivo”, do Governo brasileiro, em Portugal, no ano de 2007, foi distinguido com a “Honra ao Mérito Desportivo”, do Governo português. Mais recentemente, em 2017, foi homenageado no “Colóquio Internacional Professor Manuel Sérgio” que culminou com a atribuição do “Colar de Honra ao Mérito Desportivo”, do Governo português. A Presidência da República distinguiu-o também com a “Comenda da Instrução Pública”. A sua vasta obra literária é constituída por dezenas de livros e inúmeros artigos, publicados em revistas nacionais e estrangeiras.  

     

     15.00
  • Pátria – 2.ª edição

    Sobre o livro
    De todas as obras escritas por Guerra Junqueiro, a Pátria é sem dúvida aquela que maior impacto teve no seu tempo e a que, ainda hoje, decorrido mais de um século sobre a sua primeira publicação, em 1896, se mantém tão viva quanto actual. No plano político e social, ressalvadas as diferenças de regime e governação e o período conturbado que provocou a queda da monarquia e a implantação da República, muitas são as semelhanças que se poderão encontrar com os dias de hoje no que respeita à forma de fazer política e conquistar o poder, ao arrepio dos interesses e do bem-estar colectivos, e à passividade com que a população mais desfavorecida acata as crescentes desigualdades sociais e económicas. Se no tempo da monarquia a situação do país era degradante e ruinosa que dizer do Portugal actual? De um país sem autêntica autonomia governativa e independência económica, subalterno perante uma União Europeia dominada pelos países ricos? Porque muito mais do que europeus, somos portugueses, a mesma pergunta de então se mantém: para onde foi a consciência da Pátria e o orgulho de ser português que Camões tanto exaltou no seu poema épico Os Lusíadas, e que Guerra Junqueiro, num outro registo lírico, igualmente reclamava?  
     

    Sobre o autor
    Oriundo de uma família destacada, Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada à Cinta em 15 de Setembro de 1850. Destinando-o o seu pai, António Junqueiro, à carreira eclesiástica que o poeta tanto viria a pôr em causa, é contudo em Direito que se vem a formar para, mais tarde, seguir uma carreira de burocrata e político. Dotado de um forte espírito crítico e comba-tivo, altura chega em que Junqueiro, consciencializando–se das iniquidades e corrupção que minava o regime monárquico, se torna seu opositor. Para os anais, além de Pátria, deixa A Morte de D. João (1874), A Musa em Férias (1879), A Velhice do Padre Eterno (1885), Finis Patriae (1891), Poesias Dispersas (1920), Prosas Dispersas (1921).  

     

     15.90
  • Percursos da Luta de Libertação Nacional. Viagem ao Interior do MPLA (Memórias Pessoais) – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Com organização, preâmbulo e notas do historiador Carlos Pacheco, este livro reúne um conjunto de tex-tos escritos por Hugo Azancot de Menezes que ilustram o que foi a luta de libertação angolana contra o jugo colonial. Este seu testemunho abrange momentos da história tão marcantes como o da organização do Movimento de Libertação dos Territórios Africanos Sob Domínio Português (MLTADP), constituído por refugiados políticos da Guiné-Bissau e de cujo Bureau directivo fez parte, a fundação do MPLA, na Tunísia, em que participou activamente acabando por integrar o quadro de militantes com o estatuto de membro do Comité Director, e, já nos anos 70, o período conturbado que se seguiu à independência de Angola, que, devido ao fraccionismo, culminou nos trágicos acontecimentos do 27 de Maio de 1977. São muitas as histórias, algumas jamais narradas por outros intervenientes, que surpreendem e chocam neste livro.
      

    Sobre o autor
    Hugo José Azancot de Menezes nasceu em São Tomé e Príncipe a 2 de Fevereiro de 1928 e viveu a infância em Angola. Após a sua formatura em Lisboa expatriou-se em Londres onde selou boas relações pessoais com distintos dirigentes do Committee of African Organisations. Estabeleceu-se na Guiné Conacri em 1959 e ali ajudou a organizar o Movimento de Libertação dos Territórios Africanos Sob Domínio Português (MLTADP). Do mesmo modo ajudou a criar as condições necessárias à instalação da FRAIN (ex-MAC) em Conacri. Em Tunes contribuiu para a fundação do MPLA e integrou o seu quadro de militantes com o estatuto de membro do Comité Director. Em 1968 Agostinho Neto ofereceu-lhe o posto de responsável dos Serviços de Assistência Médica na II Região Político-Militar (Cabinda). Ao fim de quatro anos renunciou ao cargo e acolheu-se à protecção do PNUD em Brazzaville. Em 1974 aderiu ao grupo de contestação interna do MPLA, denominado Revolta Activa, que criticava o génio imperioso e autocrático de Neto na condução do Movimento. Depois da independência de Angola requereu o vínculo de cidadania ao novo Estado e aceitou dirigir o Hospital Central de Luanda. Faleceu a 1 de Maio de 2000 em Portugal.  

     

     22.26
  • Percursos de uma Revolução – Ensaio de Releitura da Revolução Soviética

    Sobre o livro
    «Longe da pretensão de acrescentar mais uma história da “construção do socialismo” na terra de Lénine, o pre-sente estudo procura, tão-só, consultar algumas das muitas interpretações que dela foram feitas para lhe propor outro quadro de inteligibilidade. (…) Esta intenção depara-se, naturalmente, com dificuldades de relevo. E a maior de todas é o facto de os rostos da Revolução de 1917, e do sistema que ela inaugurou, aparecerem esti-lhaçados em mil e uma leituras contraditórias. (…) Os cem anos que decorreram não impõem, pois, que se faça apenas o balanço da revolução e do seu significado histórico. Impõem, sobretudo, que se reavalie as diver-sas “comunidades de interpretação” que se constituíram em torno desse acontecimento.» (Introdução)
     

    Sobre o autor
    Mário Artur Machaqueiro nasceu em Lisboa em 1963. Licenciou-se em Filoso-fia em 1985, tendo obtido em 1999 o grau de Mestre de Sociologia. Realizou em 2006 o seu doutoramento na área da Sociologia Histórica com uma disserta-ção sobre a Revolução Soviética, cuja versão reduzida foi publicada em 2008 com o título A Revolução Soviética, Hoje – Ensaio de Releitura da Revolução de 1917. É co-autor do livro Moçambique: Memória Falada do Islão e da Guerra (2011) e co-orga-nizou a obra colectiva O Adeus ao Império – 40 Anos de Descolonização Portuguesa (2015), editado pela Vega. Os seus artigos publicados em revistas nacionais e estrangeiras têm versado áreas diversificadas como a teoria dos processos identitários ou a articulação entre imagens coloniais do Islão e formas de governança colo-nial das comunidades muçulmanas. De 2009 a 2014 foi investigador contratado no Centro em Rede de Investiga-ção em Antropologia. Actualmente, é investigador inte-grado do Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa.  

     23.32
  • Política – 2.ª edição

    Sobre o livro
    Política, de Aristóteles, é a primeira tradução directa   do Grego para Português, incluindo o original de refe-rência, de um dos livros mais influentes da história do pensamento social e político do Ocidente. O carácter de grande exigência que se pretendeu atribuir-lhe foi assegurado pela excelência dos vários intervenientes que contribuíram para a sua elaboração, quer no plano da tradução e índices, quer no da revisão científica, quer na cuidada introdução, dedicada ao leitor especia-lizado ou não, quer mesmo ao nível da riqueza de notação, que a torna próxima de uma edição crítica.
    O relativo esquecimento a que a Política foi votada durante mais de duzentos anos (de 322 a.C. a 80 a.C.) é frequentemente explicado por porventura ter ficado sepultada numa cave em Scepsis, juntamente com a biblioteca e obra inédita de Aristóteles. A obra aristo-télica, incluindo a Política, passaria a dominar o pensa-mento medieval, estendendo a sua força e prestígio até aos nossos dias. Tratado essencialmente resultante do ensino oral ministrado pelo seu autor, a Política é cons-tituída por oito livros relativamente independentes, cuja sequência foi, no fundamental, determinada pelo pró-prio Aristóteles, e para cuja leitura se torna necessário nunca perder de vista os traços característicos do seu modo de pensar – a minúcia da observação, a pers-pectiva comparativa, a filosófica paixão pelo concreto.

     

    Sobre o autor
    Aristóteles nasceu em Estagira no ano de 384 a. C.. Seu pai, Nicômaco, foi médico de Amintas III, rei da Mace-dónia, pai de Filipe II e avô de Alexandre Magno. Dado ao estudo do saber e da filosofia, Aristóteles foi para Atenas quando tinha dezoito anos e aí acompanhou as lições de Platão na Academia durante perto de duas décadas. Dotado de um extraordinário espírito de obser-vação e de invulgar sagacidade, depôs nos seus trabalhos uma clarividência que denota a sua profunda meditação sobre tudo o que da natureza via e observava. Aristóteles foi o primeiro a apresentar, num conjunto coordenado, toda a ciência do seu tempo, erigindo, com os materiais até então esparsos, o magnífico edifício que abrigaria, intelectualmente, a Idade Média, e ainda hoje, pela sua grandiosidade, nos enche de espanto.

     31.80
  • Políticas e Dependências – Álcool e (De)mais Drogas em Portugal, 30 Anos Depois

    Sobre o livro
    Numa sociedade que promove o consumismo, em que tudo cada vez mais é economia com políticas agressivas, e em que se sobrevalorizam o sucesso a todo o custo, os resultados, cada cidadão está cada vez mais exposto a ser estimulado para o uso de comportamentos de risco aditivo, com ou sem objectos. Muitos cidadãos são seduzidos para se doparem, com ou sem substâncias psicoactivas. Esta é uma realidade que se agravará cada vez mais neste século. Esta obra refaz, actualiza e avalia o que foi feito nos últimos vinte anos na área das Patologias Aditivas, e explica como porventura fomos enganados, porque… afinal não há droga. Desde há bastantes anos que procuramos desmistificar o conceito de droga pela confusão que pode induzir por exemplo quando droga também significa medicamento. O uso da expressão «substância psicoactiva» ou apenas «substância» contribui para melhor compreender a realidade e para melhor transmitir o conhecimento, nomeadamente aos doentes. Talvez polémico na interpretação de algumas realidades, este livro, repleto de informação e de sugestões para profissionais, políticos ou cidadãos em geral, procura que o leitor reflicta sobre a situação actual da nossa sociedade e tem como finalidade promover uma cultura de estima pela saúde e pela educação.  

     

    Sobre o autor
    Luís Duarte Baptista Patrício nasceu em Mação. Médico Psiquiatra interveniente em patologias aditivas no âmbito nacional e internacional. Autor de programas pedagógicos em televisão, rádio e vídeo com seis livros publicados. Foi Director do Centro das Taipas até ao ano de 2008. Dirige desde 2011 a Unidade de Aditologia e Patologia Dual, na Casa de Saúde de Carnaxide. Galardoado com a medalha de prata por Serviços Distintos do Ministério da Saúde em 2008. Galardoado em Zagreb pela Associação Europeia EUROPAD, com o Europad Chimera Award em 2010. Galardoado em Filadélfia pela Associação Americana AATOD, com o Nyswander/Dole “Marie” Award em 2013.

     24.38
  • Portugal – Do Minho a Timor

    Sobre o livro
    No terceiro quartel do século XX, durante um período revolucionário de dois anos, alguns portugueses inverteram com êxito o sentido histórico de Portugal. A fundamental mudança que se verificou em Portugal, em 1974/1975, foi essa inversão e o abandono da Pátria Ultramarina. Trata esta obra de Portugal, não dos regimes ou dos sistemas de governo, mas da doutrina e da política ultramarina portuguesa, tentando descortinar as razões que motivaram alguns portugueses a defender o sentido atlântico e luso-tropical que tinha garantido a independência de Portugal ao longo dos últimos oito séculos, bem como as motivações de outros que optaram pelos caminhos do continente, da Ibéria e da Europa civilizada, sacrificando, a partir de Julho de 1974, com sangue, destruição e tragédias sem paralelo, pedaços da Nação. Nesta obra defende-se, portanto, contrariamente ao que defendem os dirigentes saídos da revolução de 1974/1975, que a instauração de um regime democrático não exigia a destruição do Portugal Uno que estava em construção. Outros regimes, outros sistemas de governo, outras elites, outras gerações de portugueses tudo fizeram para preservar a Pátria d’aquém e d’além-mar.  

     

    Sobre os autores
    Vasco Silvério Marques, natural de Lisboa, é quadro superior da Direcção dos Serviços de Finanças de Macau. É licenciado em Economia e mestre em Estudos Europeus.

    Aníbal Mesquita Borges, natural de Macau, é docente do ensino secundário e do ensino superior politécnico de Macau. É licenciado em História e mestre em Ciências Documentais.

     

     27.30
  • Portugal – O Futuro é Possível

    Sobre o livro
    Para onde caminhamos? Há um projecto de futuro para Portugal ou ele, no meio da nossa confusão, está escondido nas nossas costas? Que estrela polar nos pode indicar o caminho que nos devolva a esperança em dias melhores? Esta a questão sobre a qual se debruçaram onze figuras proeminentes da nossa vida cultural: Eduardo Lourenço, José Manuel Anes, José Pacheco Pereira, André Freire, Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Santana Castilho, José Manuel Silva, João Grenho, Elina Fraga e Eduardo Vera-Cruz Pinto. Em função do saber e conhecimento que têm de cada uma das áreas abordadas, Cultura, Educação, Saúde, Justiça, Política e Europa, eles não só nos ajudam a compreender melhor o nosso presente como nos dão a sua perspectiva sobre o nosso futuro. Com uma igual preocupação prefacia este livro o actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.  

     

    Sobre os autores
    Eduardo Lourenço, professor e filósofo, José Manuel Anes, criminalista e professor universitário, José Pacheco Pereira, professor universitário e comentador político, André Freire, professor universitário e comentador político, Jorge Sampaio, advogado e ex-presidente da república, Adriano Nogueira, ex-ministro do regime anterior e Conselheiro de Estado do actual, Santana Castilho, ex-governante ligado ao Ensino e professor, José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, João Grenho, Vice-Presidente da União Europeia dos Médicos Especialistas, Elina Fraga, Bastonária da Ordem dos Advogados, Eduardo Vera-Cruz, advogado e professor de Direito. Fernando Sobral, autor da Introdução e moderador dos debates que estiveram na origem do livro, é jornalista e escritor.

     21.20
  • Quinhentos Poemas Chineses

    Sobre o livro
    Publicada pela primeira vez em Macau, pela Editora Livros do Meio, dá-se a conhecer agora ao público leitor português esta antologia de poesia chinesa, assim intitulada simbolicamente por, à data dessa publicação, 2013, se terem passado 500 anos desde que, pela primeira vez, Portugal e a China se conheceram, com a chegada de Jorge Álvares às terras do sul do Império do Meio. Coordenada por António Graça de Abreu e Carlos Morais José, nela se condensa, desde os seus primórdios até à época actual, o melhor dessa poesia, tanto pela beleza da sua expressão lírica como pela profundidade de pensamento que encerra cada verso. Traduzidos em muitos casos directamente do chinês, os poemas congregam um elenco notável de outros tantos poetas de que, entre outros, são de destacar: António Feijó, Camilo Pessanha, Cecília Meireles, Albano, Martins, Haroldo de Campos, Yao Jing Ming, Jorge de Sena, Machado de Assis, Gil de Carvalho, Ana Hatherly, António Ramos Rosa e António Graça de Abreu. Uma obra marcante no âmbito da poesia e das relações culturais entre os dois países que vem preencher uma lacuna e que, estamos certos, irá constituir para todos os que amam a poesia uma referência incontornável.  

     

    Sobre os coordenadores
    António Graça de Abreu, historiador, tradutor e poeta português, viveu vários anos em Pequim e Xangai. Da China trouxe o gosto pela descoberta, a procura de entendimentos da civilização e cultura clássica do velho Império do Meio. Tradutor para português dos maiores poetas dos trinta séculos de poesia chinesa, homens como Li Bai (ou Li Po), Wang Wei, Bai Juyi e Han Shan, António Graça de Abreu traz-nos agora a sua tradução do Tao Te Ching, de Lao Zi, obra máxima do taoismo filosófico, avidamente lida, comentada e analisada ao longo de mais de vinte séculos.

    Carlos Morais José, editor e tradutor, estudou Antropologia na Universidade Nova de Lisboa e vive actual-mente em Macau. É director do jornal Hoje Macau e, paralelamente, tem vindo a desenvolver um interessante trabalho de publicação e divulgação de autores portugueses em Macau.

     29.68
  • Raízes dos Judeus em Portugal – Entre Godos e Sarracenos – 3.ª edição

    Sobre o livro
    As raízes dos judeus em Portugal são muito anteriores à formação da nossa nacionalidade. Quando D. Afonso Henriques obteve o reconhecimento do seu reino in-dependente, em 1143, já viviam judeus na Península Ibérica há, pelo menos, um milénio. A escassez de fontes documentais fidedignas sobre a presença judaica, nos territórios que viriam a fazer parte do Reino de Portugal, não encorajou muitos estudos. O presente trabalho pretende aceitar esse desafio, conjugando fontes portuguesas, judaicas e árabes, para compilar uma ima-gem, tanto quanto possível coerente, dessa época. Os judeus diferenciavam-se dos outros povos por se con-siderarem sempre uma nação no Exílio, cujo anelo milenário era o retorno à sua Terra, sem ambições territoriais onde quer que encontravam asilo. Só contribuindo para a prosperidade dos seus anfitriões podiam assegurar o bom acolhimento. Especial atenção foi projetada para as identidades ainda enigmáticas de alguns participantes nos eventos, que tiveram particular relevância na reconquista, no povoamento e na formação do Reino, como Sisnando Davides, Yahya ben Yaish e seus descendentes.  

     

    Sobre o autor
    Inácio Steinhardt (Lisboa, 1933) é filho de imigrantes judeus recém-chegados da Europa Central. Desde muito cedo, sentiu-se atraído para o estudo da história dos judeus em Portugal e para a pesquisa dos vestígios do judaísmo e do cripto-judaísmo. Tendo optado por uma carreira profissional no setor empresarial, dedicou-se paralelamente a esses estudos, como autodidata e in-vestigador independente. Em 1976, mudou a residência da sua família para Israel, sem nunca descurar a sua afinidade com Portugal. Foi correspondente em Israel da Agência Lusa, da RTP e da RDP. Durante 11 anos dirigiu a Liga de Amizade Israel-Portugal, de Telavive, da qual é ainda presidente honorário. Escreveu muitos artigos, em diversas línguas, e participou em livros de âmbito coletivo, sobre a matéria dos seus estudos. Participou numa missão do Museu da Diáspora, de Telavive, para documentação fotográfica e sonora, dos últimos judeus secretos em Portugal. Em 2002, foi agraciado com a Comenda da Ordem de Mérito.

     15.90
  • Reflexões na Ardósia a Giz

    Sobre o livro
    Reflexões em forma de poema que são também um testemunho para a posteridade de episódios recentes da vida do autor no recolhimento do Lar. Assim se enforma a mais recente criação poética de Miguel Barbosa, um escritor multifacetado com vasta obra publicada nos vários géneros literários. No campo da poesia continua a sua demanda do significado da existência. Da sua obra disse Silvério Costa, escritor brasileiro: “Miguel Barbosa é um poeta de faro aguçado, que transforma os factos do dia a dia em poesia pura tendo como escopo a palavra e a arte de manejá-la, tornando-a sinuosa e sonora, como é de praxe nas mãos dos grandes poetas como ele.”
      

    Sobre o autor
    Miguel Barbosa nasceu a 23 de No-vembro de 1925, em Lisboa. Licenciado em Ciências Económicas e Financeiras pela Universidade de Lisboa, é escritor, poeta, dramaturgo, pintor e paleontólogo. A sua obra literária, traduzida em várias línguas, inclui mais de cinquenta títulos e abrange quase todos os géneros, do conto ao romance, da poesia ao teatro. Várias das suas peças teatrais foram encenadas em Portugal, no Brasil, em Espanha, em França e na Alemanha. É autor de uma série de romances policiais assinados com o pseudónimo Rusty Brown. Em 2009 foi distinguido pela União Brasileira de Escritores com a Medalha Jorge Amado, distinção que traduz o reconhecimento das qualidades literárias e do trabalho profícuo que Miguel Barbosa vem desenvolvendo há muito em prol das letras portuguesas, designadamente junto da comunidade lusófona do Brasil. Nesse mesmo ano foi inaugurado o Museu de História Natural de Sintra, que alberga a colecção de paleontologia doada a esse concelho por Miguel Barbosa e sua esposa. 

     

     11.66
  • Rita e a Lenda da Lagoa das Sete Cidades

    Sobre o livro
    Rita, uma jovem que vive com pais separados, visita pela primeira vez os Açores na companhia do pai. Levada a conhecer as belezas da ilha onde nasceram os seus progenitores, Rita mostra-se deslumbrada com a Lagoa das Sete Cidades. De regresso à casa dos avós paternos, onde ela e o pai ficam hospedados, convence o avô a contar-lhe uma das lendas sobre a famosa lagoa. Ao deitar-se e adormecer sob o efeito dessa história, Rita projecta num sonho o desejo de voltar a ver os pais juntos exactamente naquele local maravilhoso. Segundo a insigne escritora de literatura infantil, Matilde Rosa Araújo, a “Lagoa das Sete Cidades é uma dessas lendas raras, cujo entrecho canta um hino à Natureza e ao Amor. (…) Assírio Bacelar traz-nos esta lenda contada às crianças (e não só) com delicado entendimento da Infância no seu escutar.”  

     

    Sobre os autores
    Assírio Bacelar nasceu em 1939. Desde sempre teve uma atracção especial pelo livro. Editor desde 1972, tem, nessa qualidade, exercido uma acção digna e empenha-da que se salda pela revelação e publicação de muitos autores hoje indissociáveis da nossa cultura. A literatura infanto-juvenil está, desde o primeiro momento, nas suas preocupações e nessa senda escreve alguns livros. Entre os já publicados contam-se O Espantalho às Avessas (1992) e A Estrelinha da Manhã (1996), ambos reco-mendados para leitura pelo IPBL, e traduzidos em língua búlgara, e Leonardo e o Papagaio (2006).

    Raquel Pinheiro nasceu em 1976 e vive desde essa altura em Oeiras onde a proximidade com o mar e as cores do céu sempre a inspiraram. Em 1999/2000 licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e frequentou também o curso de Desenho da Sociedade Nacional de Belas Artes. A partir de 2001 iniciou a sua actividade como ilustradora, editando o seu primeiro livro infantil. Actualmente tem já vários livros editados no mercado português e espanhol e dedica-se por inteiro a esta actividade.

     7.00
  • Rosa-Chá – Histórias de Chá

    Sobre o livro
    De entre as bebidas não alcoólicas de uso quotidiano, o chá é sem dúvida a que tem uma história mais antiga e fascinante. Remontando à sua origem milenária, Manuela Paiva, secundada pela ilustradora Isabel T. de Sousa, não só nos conta essa história, enriquecendo-a com estórias e lendas interessantíssimas acerca dela, como também nos dá a conhecer as suas múltiplas variedades e os muitos efeitos benfazejos sobre a nossa saúde, inclusivamente curativos. Tampouco esquece a influência que ele pode ter no convívio e aproximação de pessoas e culturas quando observado o seu ritual tradicional. Bebida única no seu dizer, o chá é celeste por seu nascimento, pelos benefícios que dele podemos colher, pela riqueza da sua história e por ser a mais antiga bebida da humanidade.
     

    Sobre as autoras
    M. Manuela G. Paiva
    é licenciada em Filologia Românica e Doutorada em Estudos Portugueses. Viveu 17 anos em Macau – China, onde lecionou Língua e Cultura Portuguesas e estrangeiras, em várias instituições, nomeadamente no Instituto Politécnico de Macau e Univer- sidade de Macau. Aí consolidou a sua paixão pelo Chá e pela sua história. Foi co-fundadora com a sua filha da    Ó-Chá Tea Room, em 2005. Esta casa de chá foi con-vertida em 2014 num espaço de Chá e Yoga, R/c Oriente, que agora gere.

     
    Isabel Teixeira de Sousa nasceu em Angola. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Foi docente na área de Artes Visuais no ensino secundário. Desenvolve a actividade de Pintura e tem participado em numerosas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. É autora da ilustração dos seguintes livros: Histórias Para um Neto, O Que é o 25 de Abril, Avô?, Receitas Poéticas, Estórias (para adultos) Infantis e As Escolhas de Sebastião.  

     13.78
  • Sociedades Secretas – A Sua Influência e o Seu Poder Desde a Antiguidade Até aos Nossos Dias

    Sobre o livro
    (…) As páginas seguintes são extraídas do Livro dos Preceitos Áureos, uma das obras lidas pelos estudiosos do misticismo no Oriente. (…) O Livro dos Preceitos Áureos (…) contém noventa pequenos tratados distintos. Destes aprendi de cor (…) trinta e nove. Para traduzir os outros, teria de me referir a apontamentos dispersos entre um número de papéis e notas, representando um estudo de 20 anos e nunca postos em ordem, demasiado grande para que a tarefa fosse fácil. Nem poderiam eles ser, todos, traduzidos e dados a um mundo por demais egoísta e atado aos objectos dos sentidos, para que pudesse estar preparado a receber, com a devida atitude de espírito, uma moral tão elevada. Porque, a não ser que um homem se entregue perseverantemente ao culto do conhecimento de si próprio, nunca poderá de bom grado dar ouvidos a conselhos desta natureza. (…) Nesta tradução esforcei-me por conservar a beleza poética da expressão e das imagens, que caracteriza o original. Compete ao leitor avaliar até que ponto o consegui. (Da tradução inglesa – Helena Blavatsky)  

     

    Sobre a autora
    Elena Petrovna Blavatskaya (1831- -1891), mais conhecida como Helena Blavatsky ou Madame Blavatsky, foi uma prolífica escritora russa, responsável pela sistema-tização da moderna Teosofia e cofundadora da Sociedade Teosó-fica. A sua obra tornou-a um nome marcante na história do esoterismo de finais do século XIX, projectando-se a sua influência por todo o século XX, particularmente no que diz respeito às novas espiritualidades que retomam alguns temas por ela avançados um século antes.

     19.08
  • Sua Alteza Real

    Sobre o livro
    Thomas Mann é um dos autores germânicos que melhor soube descrever a decadência da classe burguesa e aristocrática da Alemanha do século XX. O presente romance, Sua Alteza Real, inscreve-se nessa linha. Nele nos é dada também uma descrição do confronto da velha Europa monárquica com o emergente capitalismo estadunidense. Esse novo riquismo é representado por um milionário americano que vem instalar-se na Europa num pequeno principado à beira da bancarrota. Porque já não possui a fé necessária no que deve realizar, resol-ve ajudar a restaurar o principado a troco do casamento da sua filha com o príncipe herdeiro. Troca que natural-mente é aceite pelo grão-ducado. Embora conscientes dos interesses em jogo, os jovens, devido ao isolamento em que vivem, aceitam-nos e, procurando conhecer-se, acabam por se apaixonar. Aparentemente uma história, pois, em que o poder, o amor e o dinheiro são os prota-gonistas. Aprofundando-a, logo vemos porém que vai muito além disso e que, tal como noutras obras, também esta constitui uma análise objectiva das contradições que paralisam e subvertem certos extractos sociais do mundo conturbado que o escritor conheceu.
     

    Sobre o autor
    Nascido a 6 de Junho de 1875, em Lubeque, Alemanha, numa família abastada de mercadores, Thomas Mann recebeu em 1929 o prémio Nobel de Literatura. Após a fase da juventude, Mann acabou por aderir a ideais mais democráticos, e repudiou acerbamente a ascensão de Hitler ao poder. Em 1933 buscou asilo na Suíça. Com o eclodir da Segunda Grande Guerra, em 1939, emigrou para os Estados Unidos. Gravou então uma série de discursos anti-nazis que foram emitidos pela BBC. Em 1944 naturalizou-se cidadão americano. Curiosamente, faria parte da famigerada lista negra do macartismo, como suspeito de comunismo, acusação infundada e paranóica. Acabou por retornar à Suíça em 1952, onde viria a morrer em 1955. Intérprete nato do clima social e político do século XX, as suas obras, das quais sobres-saem Morte em Veneza (1912), A Montanha Mágica (1924), Doutor Fausto (1947), O Eleito (1951), bem como Lotte em Weimar – O Regresso da Bem-Amada (1940), são marcos da história da literatura do século XX.  

     18.02

    Sua Alteza Real

     18.02
  • Tao Te Ching – Livro da Via e da Virtude (Edição bilingue) – 3.ª edição

    Sobre o livro
    O Tao Te Ching será, depois da Bíblia, o texto mais traduzido em todo o mundo. É uma afirmação que há muitos anos corre meio planeta. Porquê? O que levará qualquer simples, obtuso ou rebuscado cidadão da Terra a interessar-se pela obra de Lao Zi, a tentar caminhar por dentro dos oitentas e um capítulos do Tao Te Ching, em busca de todos os encantamentos  e magias? Exactamente isso, o deslumbramento por dentro das palavras, a serenidade complexa, os conceitos e imagens a fluir por entendimentos capazes de tudo abarcar, e que são sempre parcelares e limitados. Os capítulos do Tao Te Ching formam um todo, um desafio constante à inteligência e sensibilidade de cada um, uma proposta para caminharmos por vias nunca e sempre percorridas. Constituirão uma companhia sagaz e exaltante para nos desdobrarmos, nos perdermos e nos reencontrarmos, no inefável, antigo e eternamente novo da, três vezes milenar, sabedoria chinesa.  

     

    Sobre o autor e o tradutor
    Lao Zi terá nascido nos começos do século VI a.C. na China. Filho de pais pobres, foi-lhe posto o nome de Li-Peh-Yang. Contemporâneo de Confúcio, ter-se-á encontrado com este no ano 518 a.C. Pouco se sabe acerca dos seus primeiros anos salvo que foi zelador do Arquivo Real da cidade de Lo-Yang, cargo que exerceu durante muitos anos. Graças ao trabalho na Biblioteca Imperial pôde estudar muito e adquirir grandes conhecimentos. Logo que começou a emitir opiniões sobre filosofia e religião, conquistou o respeito e admiração de muita gente que começou a chamar-lhe Lao Tsé (Mestre Lao).

     

    António Graça de Abreu, historiador, tradutor e poeta português, viveu vários anos em Pequim e Xangai. Da China trouxe o gosto pela descoberta, a procura de entendimentos da civilização e cultura clássica do velho Império do Meio. Tradutor para português dos maiores poetas dos trinta séculos de poesia chinesa, homens como Li Bai (ou Li Po), Wang Wei, Bai Juyi e Han Shan, António Graça de Abreu traz-nos agora a sua tradução do Tao Te Ching, de Lao Zi, obra máxima do taoismo filosófico, avidamente lida, comentada e analisada ao longo de mais de vinte séculos.

     

     19.08
  • Terra dos Homens

    Sobre o livro
    Pelo muito sofrimento que nos impõe, e também pela imensa alegria que nos dá, Terra dos Homens é como que uma purificação de toda a nossa maneira de sentir – e tão desenhada de solidariedade que até um beduíno (qual um Principezinho), afastado milénios das nossas máquinas voadoras, nos dá da sua água, nos toca o ombro – e tão naturalmente nos salva como natural é o deserto. Neste como noutros romances autobiográficos que têm por tema a aviação, Saint-Exupéry será eternamente aquele escritor que, de avião ao longo do globo, aterrará sempre em nós a fim de nos lembrar (palavras derra-deiras deste seu romance) que “só o Espírito, quando sopra sobre a argila, pode criar o Homem.”

     

    Sobre o autor
    Antoine de Saint-Exupéry nasceu a 19 de Junho de 1900 em Lyon, França. Após ter sido reprovado no curso de admissão à Escola Naval, cumpriu, em 1921, o serviço militar na Força Aérea, ingressando posteriormente na Société des Lignes Latécoère. Nessa companhia tornou–se piloto de um avião-correio, assegurando o percurso Toulouse–Casablanca, tendo sido nomeado mais tarde chefe de escala no Cabo Juby (Sara Ocidental). Piloto de reconhecimento durante a campanha de 1940, seguiu para os Estados Unidos aquando da assinatura do Armistício. Em 1943, deu o seu apoio às tropas aliadas no Norte de África, retomando o serviço na aviação militar. Em 31 de Julho de 1944 tem lugar o seu trágico desaparecimento quando se desloca em direcção a Grenoble. A sua obra literária reflecte dois aspectos: o testemunho inegável das qualidades do homem de acção e o seu multifacetado talento como romancista. Entre as suas obras devemos destacar, para além da que ora se reedita, Cidadela, O Correio do Sul, Piloto de Guerra, e, claro, aquela que maior prestígio e popularidade lhe grangeou em todo o mundo: O Principezinho.

     12.72

    Terra dos Homens

     12.72
  • Um Pedacinho de Nós

    Sobre o livro
    O que acontece quando juntamos pedacinhos de cada um de nós?! Surge uma manta de retalhos repleta de valores, alinhavada entre cheiros, sabores e memórias… Capaz de proteger da força da chuva e do uivo do vento, deixando em todos um sorriso arco-íris! É esta a premissa de Um Pedacinho de Nós, uma história comovente que envolve professores, alunos e respectivas famílias em torno de um projecto comum de beneficência. Embora dirigido às crianças o texto representa um modelo de educação que tem como destinatário final toda a comunidade educativa.

    Sobre as autoras

     

    Luísa Patrícia Rêgo Fernandes Condesso é licen-ciada em Ciências da Educação pela Universidade Clássica de Lisboa. Presentemente é professora do ensino secundário no Colégio Integrado Monte Maior. Este é o seu primeiro livro infantil.

    Sara Veiga Figueiredo Pereira Tavares é licenciada pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Presentemente é edu-cadora e assistente pedagógica no Colégio Integrado Monte Maior. Este é o seu primeiro livro infantil. A história de Um Pedacinho de Nós teve origem em uma experiência extracurricular que as autoras realizaram no colégio onde exercem funções educativas.

    Manuela Rego é ilustradora e designer gráfica e este é um dos seus primeiros trabalhos de ilustração infantil.

     10.00
  • União Europeia – Reforma ou Declínio

    Sobre o livro
    Devido às suas crises, a União Europeia encontra-se numa situação em que a sua continuidade é cada vez mais duvidosa. Recentes acontecimentos como o Brexit, a falta de uma resposta adequada à crise dos refugiados e à emigração, que nalguns países do Leste e na Inglaterra assume aspectos de ódio e xenofobia altamente condenáveis, são sinais alarmantes de que, se não arrepiar caminho e não se reformar, o seu fim está próximo. Numa iniciativa de Eduardo Paz Ferreira, que além do seu exercício como professor de Direito tem vindo a desenvolver uma intensa actividade cívica e editorial, mais de três dezenas de cidadãos europeus analisam neste livro essas duas hipóteses: reforma ou declínio.  

     

    Sobre o coordenador
    Professor Catedrátido da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Eduardo Paz Ferreira tem-se notabilizado não só pelas suas múltiplas e relevantes actividades académicas mas também pela sua intervenção cívica nas questões políticas e sociais. Ex-Chefe do Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros, José Medeiros Ferreira, é Decano do Grupo de Ciências Jurídico Económicas, Cátedra Jean Monet em Economia Comunitária, e muitos outros e importantes cargos tem desempenhado ao longo da sua carreira. Preparou diversos anteprojectos-de-lei, especialmente nas áreas da dívida pública, fiscalidade, finanças regionais e locais, sector empresarial do Estado e sector empresarial autárquico e tem uma vasta obra científica nas áreas das finanças públicas, do direito financeiro, do direito fiscal, do direito da concorrência e da regulação, e ainda, do direito europeu e do direito internacional do desenvolvimento e dos mercados financeiros.

     24.38
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