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Carta Sobre os Cegos Para Uso Daqueles que Vêem

Nesta obra Diderot interroga um cego de nascença sobre a ideia que lhe desperta a noção de simetria ou da beleza, procurando certificar-se de que a “beleza” para um cego não é senão uma palavra quando separada da utilidade. Todas as respostas do cego se mostram relativas nos únicos sentidos de que ele dispõe. As principais noções de metafísica e moral são igualmente concebidas por ele depois da sua experiência sensitiva. Assim, não há bem nem mal, mas pessoas que guiam os cegos e lhes abrem horizontes. Este diálogo entre um cego e um ser que vê, patente na primeira parte desta Carta Sobre os Cegos, tem pois por objectivo levar o leitor a inclinar-se para o relativismo. A segunda parte do texto é ainda mais subversiva por Diderot sustentar aí a hipótese de uma grande desordem universal: o que é aqui normalidade não será noutro lado uma excepção? Radicalmente materialista, Diderot vira-se assim para o ateísmo e arrasta-nos com ele até à vertigem no turbilhão da sua reflexão que, publicada sob forma de livro em Junho de 1749, vem a ser censurada e a merecer-lhe a prisão.

Autor

ISBN: 978-972-699-869-3 Categorias: , ,

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Descrição

Primeira tradução para português de Carta Sobre os Cegos Para Uso Daqueles que Vêem, uma obra marcante do pensamento filosófico de Diderot.

Edição enriquecida com um prefácio e notas que ajudam a contextualizar o autor e a obra na sua época.

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 11 × 19 cm
Páginas

136

Autor

Colecção

Editora

Idioma

Tipo de produto

Livros

Encadernação

Capa mole

Ano de edição

2019

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