O Monte Análogo
Um dos mais importantes grupos de investigação literária e filosófica situa-se na primeira metade do século XX — Le Grand Jeu. Desse grupo original, virado essencialmente para as pesquisas esotéricas, sai da pena de René Daumal, um dos seus membros, a obra O Monte Análogo. Apesar de inacabada (o autor morreu em 1944, tuberculoso, apenas com 32 anos), esta fantasia alegórica teve uma grande receptividade aquando da sua publicação póstuma, em 1952, conquistando rapidamente o estatuto de obra de culto. Fruto desse sucesso foi traduzida em numerosas línguas.
René Daumal teve uma vida atormentada, tanto a nível físico (a doença ao longo dos anos), como a nível psíquico, que se traduziu em esforços redobrados para alcançar a espiritualidade através de uma via em que se pudesse vislumbrar uma razão para a existência. Logo (palavras suas): «Uma incurável necessidade de compreender.»
Daumal interessou-se desde sempre por realidades que lhe eram culturalmente distantes, como os mundos da Índia e do Oriente, o estudo do sânscrito, o Budismo, a Ciência, experiências sobre o sono a fim de se poder compreender a morte… O Monte Análogo apresenta-se como a lenda que o autor construiu para revelar através da linguagem o caminho de toda uma vida, desde as regiões comuns onde habitamos até ao lugar do Continente do Monte Análogo que «existe exactamente como se não existisse» e cuja existência é comprovada pela «necessidade» de que exista…
A presente edição reúne o romance O Monte Análogo e o conto A Guerra Santa.
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Descrição
«Todas as mitologias falam ou de um centro original do mundo, ou de uma árvore que irrompe da terra e alcança o céu, ou ainda de um monte sagrado. Isto é: da possibilidade de comunicação com o além. Necessário (no campo mitológico) que esta possibilidade exista, que a árvore ou a montanha se ergam como coisas reais, à semelhança do Everest ou do Monte Branco.
Assim pensa René Daumal que, na sua narrativa, organiza uma expedição com o objectivo de descobrir o Monte Análogo. A descrição dos membros da dita expedição proporciona ao autor a mais completa expressão da sua fantasia.
Resumindo: o sopé do Monte é finalmente descoberto. Embora se trate de uma narrativa inacabada, o leitor persuade-se de que a expedição (agora ausente dos seus olhos) prossegue em plena ascensão.
Obviamente que as personagens e as circunstâncias de O Monte Análogo são simbólicas: assim é a literatura quando se propõe ser útil ao homem. No caso deste romance inacabado, essa característica como que se duplica, dado que todas as palavras se encontram imbuídas desse sentimento de “utilidade”. Tudo isto se ficou (e fica) a dever-se à inteligência muito personalizada de René Daumal — e a algo que poderíamos designar pelo seu “lirismo da ironia”.» — Roger Nimier
Informação adicional
| Dimensões (C x L x A) | 15 × 23 cm |
|---|---|
| Páginas | 128 |
| Autor | |
| Outros autores | Eduardo Leão Maia (tradução), Maria de Lurdes Júdice (tradução) |
| Colecção | |
| Editora | |
| Idioma | |
| Tipo de produto | Livros |
| Encadernação | Capa mole |
| Ano de edição | 1992 |
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