Napoleão Bonaparte
Apenas um resultado
Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi incontestavelmente um dos maiores líderes militares e políticos do seu tempo. Nascido em Ajaccio, Córsega, cedo o atraíram as lides militares. Estudou em Brienne e prosseguiu a formação na Escola Militar, em Paris, graduando-se, aos 16 anos, como segundo-tenente. Com o eclodir da Revolução Francesa (1789-1799), participou em várias lutas contra os revoltosos partidários da monarquia e fruto desse seu empenho foi nomeado, em 1792, capitão do exército regular. Um ano depois foi promovido a general de brigada. Após várias campanhas militares bem-sucedidas durante o período das Guerras Revolucionárias Francesas (1792-1802), Napoleão era já aclamado pela população e acumulava um enorme prestígio militar. Em 1799, de regresso a França após a campanha do Egito, o jovem general encontrou uma nação exaurida pelas sucessivas guerras, em permanente convulsão social e um governo incompetente e impopular. Valendo-se da sua aura de herói nacional, Napoleão deu início a uma conspiração para derrubar o Diretório. O golpe de Estado ocorreu em 9 e novembro de 1799. Foi criado o Consulado, redigida uma nova Constituição e Napoleão assumiu o cargo de Primeiro-Cônsul. Pouco tempo depois controlava já todo o poder político. Em 1802 tornou-se Cônsul Vitalício, através de plebiscito popular, e, em 1804, foi coroado Imperador dos Franceses. Nesse entretanto, assinou o Tratado de Amiens, repondo a paz com a Grã-Bretanha, criou o Código Civil e o Banco Francês, iniciou o processo de reforma do Estado e negociou a Concordata com o Papa Pio VII.
Alcançado o poder absoluto e restabelecido o equilíbrio interno, Napoleão põs em prática o seu plano principal: fazer de França a maior potência do continente. As guerras napoleónicas (1803-1815) transformaram profundamente o mapa político europeu. Os Tratados de Tilsit (1807), que
oficializaram a derrota da Quarta Coligação, marcaram o auge do poder francês na Europa. Contudo, o desgaste com a Guerra Peninsular (1807-1814) e a invasão da Rússia em 1812, o maior erro estratégico de Napoleão, levaram o Império ao declínio. Derrotado pela Sexta Coligação, em Leipzig (1813), o imperador foi forçado a abdicar e a exilar-se na ilha de Elba. O seu último fulgor deu-se com a fuga da prisão e a reconquista do poder. Teve lugar então o Governo dos Cem Dias que acabou derrotado, pelos ingleses e aliados, na Batalha de Waterloo (1815). Com esse desfecho, redesenhou-se no Congresso de Viena o mapa europeu e Napoleão foi levado como prisioneiro para a remota ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde terminou os seus dias.

