Jacques Derrida
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Jacques Derrida (1930-2004), franco-magrebino, foi um dos mais conhecidos e polémicos autores de língua francesa da segunda metade do século XX. Associado ao chamado “desconstrucionismo”, termo cunhado a partir de um termo seu que fez história, “desconstrução”, Derrida ultrapassa qualquer definição redutora e unilateral proposta para definir o seu trabalho. Após a formação superior na École Normale Supérieure foi trabalhar como professor auxiliar na Universidade Harvard. Entre 1960 e 1964 deu aulas na Sorbonne. Em 1964 recebeu o prémio Jean-Cavaillè pela sua tradução de A Origem da Geometria, de Edmund Husserl. Em 1965 foi chamado a leccionar na École Normale Supérieure, assumindo também o cargo de diretor de pesquisas, junto com Louis Althusser. Aí permaneceu até 1984. Posteriormente foi director de estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e Professor de Humanidades na Universidade de California (campus de Irvine), onde acumulou o cargo de director do arquivo de manuscritos. Em 2001, recebeu o Theodor W. Adorno-Preis, em Frankfurt. Visitou Portugal várias vezes por motivo da sua obra e da sua ligação ao Parlamento Internacional dos Escritores (PIE), uma organização de defesa de escritores criada em 1993 e dissolvida em 2004. Da sua extensa obra destacam-se os livros: De la Grammatologie (1967), La Déssimination (1972), Marges (1972), Glass (1974), La Vérité en Peinture (1978), De l’Esprit. Heidegger et la Question (1987), Psyché. Inventions de l’Autre (1987), Donner le Temps (1992), Spectres de Marx (1993), Politiques de l’Amitié (1994), Apories (1996), Échographies – De La Télévision (1996) e Adieu a Emmanuel Léviens (1997).
