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Não Há Alternativa – Trinta Anos de Propaganda Económica

Desmistificação das políticas neoliberais que se expandiram pela Europa e Portugal nas últimas décadas.
 

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, as elites económicas europeias, postas em cheque por causa da sua colaboração com a Alemanha nazi, foram obrigadas a manter uma atitude discreta. Nos Estados Unidos, por sua vez, o medo do comunismo paralisava a sociedade. De modo que durante cerca de trinta anos, de ambos os lados do Atlântico, as classes médias puderam beneficiar com essa situação, que lhes permitiu prosperar. Contudo, após esse longo interregno, e mais ainda depois da queda do Muro de Berlim, os liberais sentiram que tinha chegado o momento da desforra.
Para imporem as suas ideias, utilizaram então uma arma retórica temível: TINA, o famoso acrónimo thatcheriano da expressão «There Is No Alternative», que repetiram vezes sem conta, até o transformarem numa espécie de verdade revelada. Não há alternativa ao capitalismo, à austeridade, às reformas que retiram cada vez mais segurança e poder de compra a todos os que não têm a sorte de ser ricos. E, claro, não há alternativa ao mercado, às privatizações, à globalização, à baixa dos salários, ao desemprego, à exploração desenfreada. Esta ideologia acabou por infestar as sociedades ocidentais do nosso tempo, provocando o empobrecimento da maioria e permitindo a acumulação de lucros «colossais» por alguns poucos.
Quando porém se desencadeou a crise financeira de 2008, e a minoria mais abastada sentiu que estavam em perigo a sua fortuna e o seu património, o Estado recuperou de imediato todas as suas magníficas virtudes. Aqueles que ainda há pouco o atacavam, passaram a exigir que ele viesse em seu socorro. É que — mais uma vez! — não havia alternativa: era preciso salvar os bancos! E de novo, para tapar as perdas sofridas por estes, foram como de costume os mais pobres a ser sangrados até limites verdadeiramente insuportáveis. Até quando?

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Descrição

Durante anos e anos, sucessivos governos, nacionais e estrangeiros, foram explicando a quem os queria ouvir que tínhamos criado um Estado social insustentável, nos tínhamos todos endividado para além de limites razoáveis, e que agora, para retomarmos o caminho da prosperidade, não havia outra solução que não fosse reduzir as despesas públicas, desregulamentar os mercados financeiros, liberalizar o comércio externo, estabilizar as taxas de câmbio, criar condições cada vez mais propícias ao investimento estrangeiro e abolir as participações do Estado nas empresas públicas, que, já se vê, teriam de ser privatizadas. Tudo isso, naturalmente, tinha de ser acompanhado por um certo número de receitas infalíveis: diminuir os direitos dos trabalhadores, reduzir a segurança no emprego, eliminar o carácter gratuito — ou mesmo tendencialmente gratuito — do Serviço Nacional de Saúde e da Educação, congelar pensões sociais, etc. E tudo isso porque… NÃO HÁ ALTERNATIVA. Este livro ajuda-nos a compreender a época que estamos a atravessar e as mentiras que todos os dias nos contam. Um livro pleno de oportunidade que desmascara a grande burla do neoliberalismo. Uma reflexão acutilante, de leitura muito acessível, sobre o passado e o presente — com pistas para o futuro —, do modelo socioeconómico que gere a nossa sociedade.
 
BERTRAND ROTHÉ nasceu em 1960. Foi economista, professor, realizador, ensaísta e jornalista. Autor prolífico, escreveu várias obras das quais se destacam: Lebrac, Trois Mois de Prisons (2009), Prémio Jean-Baptiste Botul, De L’Abandon au Mépris: Comment le PS a Tourné le dos à la Classe Ouvrière (2013), Avec un Autre Homme J’Aurais eu Peur de M’Ennuyer (2019) e, em conjunto com o seu amigo Gérard Mordillat, Il N’y a Pas D’Alternative: Trente Ans de Propagande Économique (2011) Les Lois du Capital (2019). Foi Professor agregado de economia e leccionou na Universidade de Cergy-Pontoise (Val-d’Oise). Faleceu em Novembro de 2020, vítima de doença.
 
GÉRARD MORDILLAT nasceu a 5 de Outubro de 1949, em Belleville, Paris. É romancista, poeta e cineasta. Trabalhou com o realizador Roberto Rossellini, e foi responsável pela página de literatura do jornal Libération. É autor de uma vasta filmografia, e de uma não menos importante e diversificada obra literária, de que se destacam Vive la Sociale! (1981), Rue des Rigoles (2002), Les Vivants et les Morts (2005), Rouge Dans la Brume (2011) e, em colaboração com o seu amigo Bertrand Rothé, Il N’y a Pas D’Alternative: Trente Ans de Propagande Économique (2011).

Informação adicional

Dimensões (C x L x A)15,5 × 23 cm
Páginas

152

Autor

,

Colecção

Editora

Idioma

Tipo de produto

Livros

Encadernação

Capa mole

Ano de edição

2011

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