A Arte das Nostalgias
«Os leitores descobrem os autores que acompanham e que lhes podem servir de referência, até de amparo, em muitas circunstâncias.
Não me quero colocar fora desse lugar comum, mas anoto que não aconteceu assim comigo e com a poesia de Hugo Santos. Quando escrevo estas linhas, não consigo ultrapassar a ideia de ter sido o autor a encontrar o leitor, a paixão do leitor, como se escrevesse para ele.
Talvez a nostalgia não seja mais do que uma curva inventada no tempo. Nesse ponto de equilíbrio, quase vernal, poderia fixar-se fotograficamente o passado, mas também podemos olhar o futuro, o horizonte que se afasta dolorosamente diante de nós, quanto mais dele nos tentamos aproximar.
A poesia de Hugo Santos encontrou-me e eu encontrei na poesia de Hugo Santos a palavra mais doce que me acompanha como uma sombra — revolta — a verdade íntima da nostalgia, a recusa da celebração amnésica do presente, que é tão característica das sociedades modernas.
A forma da recordação, da fidelidade, do amor, da paixão é mais forte do que a actualidade e projecta no futuro, ainda, a maior das expectativas — todos os milagres são, ainda, possíveis…
A vida de um homem pode ser determinada tanto pelo que foi, como pelo que podia ter sido, mas nunca será completa se nós nos rendermos ao que chamam realidade. Assim, só haverá passado; assim, não haverá futuro.
François Truffaut criou Antoine Doinel, um émulo de si próprio. Hugo Santos terá criado o leitor da sua poesia, emocionado, sempre.
Claro que a vida tem todo o tempo para se vingar, mas as horas em que se ama são o pão e o sal.» — José-António Moreira (Sons da Escrita)
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Descrição
HUGO SANTOS nasceu em Campo Maior em 1939 e toda a sua obra nos fala da vasta e silenciosa beleza do Alentejo raiano. Poeta, romancista e contista, é considerado, na opinião consensual de muitos escritores, entre os quais Urbano Tavares Rodrigues, Fernando Dacosta e Baptista–Bastos, como uma das vozes mais marcantes da actual literatura portuguesa. No dizer deste último «todos os livros de Hugo Santos constituem um apego especial a uma história antiga e moderna que transforma a prosa num lembrete da nossa passagem pelas coisas.»
Publicou perto de 50 obras e muitos são os prémios que lhe foram atribuídos como reconhecimento da criatividade e qualidade literária da sua escrita dos quais são de destacar, na poesia, Corpo Atlântico, Prémio Antero de Quental, Decálogos do Bom Amor, Prémio Cesário Verde, e na prosa, os romances A Mulher de Neruda e As Mulheres que Amaram Juan Tenório que lhe valeram, respectivamente, o Grande Prémio de Albufeira e o Prémio Miguel Torga. O muito contacto que teve com as crianças enquanto professor e a imensa ternura que sempre lhes devotou, levaram-no a escrever também para elas alguns livros, um dos quais, Eu, a Casa, os Bichos e Outras Coisas (Vega), incluído no Plano Nacional de Leitura. Faleceu em Novembro de 2018.
Informação adicional
| Dimensões (C x L x A) | 14 × 22,5 cm |
|---|---|
| Páginas | 60 |
| Autor | |
| Colecção | |
| Editora | |
| Idioma | |
| Tipo de produto | Livros |
| Encadernação | Capa mole |
| Ano de edição | 2014 |
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