Primeira tradução portuguesa deste importante ensaio da mais conceituada filósofa espanhola do século XX.
MARÍA ZAMBRANO, nascida em Vélez — Málaga, em 1904, e falecida em Madrid, em 1996, foi a primeira mulher espanhola que dedicou inteiramente a sua vida à filosofia. Era filha de Blas Zambrano — amigo íntimo de Machado, e cuja nobre figura é um dos paradigmas do humanismo espanhol do primeiro terço do século XX. Viveu em Madrid, Segóvia e, de novo, na capital espanhola, onde veio a ser discípula de Ortega y Gasset, e se tornou um dos pólos juvenis da renovação cultural de Espanha durante os anos 30. Durante toda a guerra civil — em Madrid, Chile, Valência e Barcelona — escreveu e participou muito activamente em múltiplas iniciativas culturais a favor da República, tendo sido uma das componentes cruciais do novo hu- manismo da revista Hora de España. O seu exílio forçado teve início em 1939 e só terminou em 1984, ano em que regressou a Madrid. De entre as suas obras destacam-se El Hombre y lo Divino, El Sueño Creador, Espanã Sueño y Verdad, Claros del Bosque e De la Aurora. Em 1989 foi-lhe atribuído o Prémio Cervantes.
A Agonia da Europa
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