Obra vencedora do «Prémio Literário Eça de Queiroz» atribuído pela Junta de Freguesia de Stª. Maria dos Olivais.
Clara Roldão Caldeira, de nome literário Catarina Moura, nasceu no dia 11 de Março de 1977, dois anos e algumas horas depois do golpe militar spínolista do RALIS e muito tempo antes do sonho de escrever. Sempre viveu em Lisboa e os primeiros rabiscos foram feitos no Colégio Valssassina, onde concluiu o ensino básico. Por esta altura dava também os primeiros passos no ballet, tudo por causa de um incómodo pé chato, mas não quis quebrar nozes em bicos de pés quando todos lhe reconheciam talento. A paixão era outra, e a sua forma muito própria de desenhar palavras começou a dar nas vistas em todas as escolas por onde passou. No ano de 1995, quase a terminar o Liceu, decide dar mais riscos à aventura da escrita e entrega um livro para o Concurso Literário Prémio Eça de Queirós, promovido pela Junta de Freguesia de Stª. Maria dos Olivais e tendo o jornalista/escritor Baptista-Bastos como Presidente do Júri. Venceu o concurso e ganhou um futuro. Frequentou o curso de Ciências de Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Quem a conhece bem diz que não se sairia nada mal se tivesse fugido para o Direito, uma opção «politicamente correcta» para uma filha de um advogado. Provavelmente o facto de a sua mãe ser professora, de ter uma irmã contabilista e um irmão a escrever para jovens serviu-lhe de ajuda ou inspiração para esta primeira aventura na alquimia das palavras.
Quem Como Nós
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