A introdução de uma nova arquitectura informativa modifica a nossa percepção da paisagem e a nossa forma de interagir com o território. Com o advento das redes digitais e da hibridação entre informação e territórios, a partir do desenvolvimento dos sistemas informativos geográficos, são subvertidas e suspensas todas as concepções ligadas ao morar, ao residir e a todas as formas arquitectónicas ou geográficas que descrevem o habitar através das categorias dialéticas de distância-proximidade, de centro-periferia, de interno-externo. Surge-nos assim, na época contemporânea, uma nova forma de habitar, na qual o sentido do lugar e o “genius loci” não são mais apenas realidades físicas e geográficas mas, também, experiências informativas e mutantes, redefinidas constantemente pelo advento de um fluxo informativo provocado pelo clicar de um play ou de um off.
MASSIMO DI FELICE é formado em Sociologia pela Universidade La Sapienza de Roma e em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, da qual é professor de Relações Públicas. Coordenador e fundador do ATOPOS (ECA/USP), centro de pesquisa transdisciplinar e internacional, que desenvolve estudos sobre as transformações sociais promovidas pelo advento das novas tecnologias comunicativas digitais, é também professor visitante na Libera Università di Lingue e Comunicazione (IULM) de Milão e professor convidado na Universidade de Córdoba na Argentina. Para além da obra Paisagens Pós-Urbanas – O Fim da Experiência Urbana e as Formas Comunicativas do Habitar, é autor de múltiplos ensaios e artigos publicados em diversas revistas académicas europeias, como La Critica Sociológica (Univ La Sapienza, Roma), Agalma (Univ. Tor Vergata, Roma) e Sociétés (Ceaq. Univ. Sorbonne).
Paisagens Pós-Urbanas – O Fim da Experiência Urbana e as Formas Comunicativas do Habitar
Paisagens Pós-Urbanas