Miguel Barbosa
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Miguel Artur de Morais e Macedo Alves Barbosa nasceu a 23 de Novembro de 1925, filho de mãe brasileira e pai português. Licenciou-se em Ciências Económicas e Financeiras pela Universidade de Lisboa mas cedo desinteressou-se por essa área e acabou por ingressar na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL). A sua paixão pelas artes e pela história levou-o a dedicar-se essencialmente às artes plásticas, letras e paleontologia. A sua obra pictórica, desenvolvida desde os anos 50 do século XX, caracteriza-se por um universo onírico que explora o Surrealismo e o Neofigurativismo. Fez várias exposições individuais e colectivas, nacionais e internacionais, e recebeu vários prémios e menções honrosas, como o Prémio de Desenho na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1957), o Prémio de Pintura na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), o Prémio Duc de Bourgogne, Gimont, França (1990), o Prémio Especial Maria Cumani Quasimodo, A.D.O.N.A.I., Milão (1997), Diploma de Mérito Pégasus Arte Editrice, Roma (1997) e One of the Great Contemporary Painters 99, New Art Promotion, Itália (1999). As suas pinturas estão representadas em colecções de grande prestígio, como a do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado) e de coleções privadas.
Na área da literatura deixou uma obra vastíssima (incluindo poesia, dramaturgia e romances policiais). Muitas das suas peças de teatro foram encenadas em Portugal, no Brasil, em Espanha, em França e na Alemanha, e algumas, como O Palheiro, chegaram a ser proibidas pela Censura do Estado Novo. Para além de publicar em nome próprio, utilizou também os pseudónimos J. Penha Brava e Rusty Brown. Foi Membro do Instituto de Sintra, da Academia de Lutèce (Paris), Membro de Honra dos Artistas de França (St. Étienne), Membro Correspondente do Grande Prémio da Europa de Artes e Letras do Conselho da Europa, Membro da Société de Poètes et Artistes de France e pertenceu ao Grupo dos Amigos do Museu de Arqueologia de Lisboa. Foi ainda Membro Correspondente da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, Brasil, e da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Em 2009 foi distinguido pela União Brasileira de Escritores com a Medalha Jorge Amado, distinção que traduz o reconhecimento das qualidades literárias e do trabalho profícuo que Miguel Barbosa desenvolveu há muito em prol das letras portuguesas, designadamente junto da comunidade lusófona do Brasil, e, em 2013, a mesma associação atribuiu-lhe o Prémio Literário Nelson Rodrigues, pela peça de teatro Muro Alto – Sombras no Asfalto. Integra a antologia Escritores Portugueses do Século XX, organizada por Nelly Novaes Coelho, publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
A colecção de paleontologia que Miguel Barbosa e a sua esposa Fernanda Barbosa reuniram durante mais de 50 anos é composta por um acervo único de milhares de fósseis de enorme valor cultural e científico. Foi doada à Câmara Municipal de Sintra e constitui a base do Museu de História Natural desse concelho. Miguel Barbosa faleceu em 10 de Outubro de 2019, na Casa do Artista, em Lisboa. A sua longa carreira marcou indelevelmente o panorama artístico e cultural português.
















